terça-feira, 6 de agosto de 2013

A linha vermelha e mais um roubo irrevogável

Andaram a oferecer milhares de milhões de euros aos amigos dos SWAPs, não querem renegociar as PPP nem os juros agiotas que pagamos à troika  e o buraco do BPN que os enriqueceu não pára de crescer?  Não há problema rigorosamente nenhum. Há sempre quem pague. As pensões da função pública que já estão em pagamento e que tenham um valor superior a 600 euros terão novamente um corte até 10% já a partir do próximo ano. A proposta foi apresentada nesta terça-feira aos sindicatos e prevê também uma alteração na fórmula de cálculo dos futuros pensionistas. As medidas abrangem reformados e trabalhadores que foram admitidos no Estado até 31 de Agosto de 1993 e que têm pensões calculadas, totalmente ou em parte, com base no último salário. Num caso e no outro, o resultado será uma redução no valor das pensões. O Governo decidiu voltar a desafiar o Tribunal Constitucional. E a expressão "irrevogável" ganha contornos de linha vermelha.
Há três meses e um dia, Paulo Portas dizia que a aplicação de uma sobretaxa aos pensionistas constitui uma linha vermelha para o CDS. A redução hoje anunciada produz os mesmos efeitos que uma sobretaxa. "É a fronteira que não posso deixar passar e é do conhecimento do primeiro-ministro", esgadanhava  o presidente do CDS. "Não quero um cisma grisalho que afectaria 3 milhões de pensionistas. Quero uma sociedade que não descarte os mais velhos",alvitrava. Para Portas, a alternativa à "TSU dos pensionistas" é reduzir a despesa corrente. (5 de Maio de 2013)


 

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