terça-feira, 9 de julho de 2013

Reformas estruturais necessárias, estão a perceber?


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu esta terça-feira em baixa as previsões para a economia mundial que tinha apresentado há três meses. De acordo com as previsões intercalares hoje publicadas, a economia mundial irá registar este ano um crescimento de 3,1%, e não de 3,3%, conforme haviam estimado em Abril, e abaixo da taxa de crescimento de 3,1% registada em 2012. Para 2014, a projecção do FMI passou de 4% para 3,8%.

Para os países do euro, o fundo está agora a prever uma recessão de 0,6% este ano, contra os 0,4% estimados anteriormente, e uma retoma em 2014 de 0,9%, ligeiramente mais fraca do que a variação de 1% que antes era prevista. O FMI diz que "a recessão na zona euro foi mais profunda do que o esperado porque a fraca procura (salários cada vez mais baixos e vínculos laborais cada vez mais precários), a confiança deprimida (reformas atrás de reformas, cada uma pior do que a anterior) e os balanços frágeis (se ninguém compra, também ninguém vende) interagiram, tornando ainda mais fortes os efeitos no crescimento e o impacto das condições orçamentais e financeiras muito restritivas". Isto é, o fundo volta a dizer que o impacto da austeridade no crescimento foi mais forte devido ao nível de endividamento e à queda de confiança dos agentes económicos.

1 comentário:

fb disse...

Para os países do euro, o fundo está agora a prever uma recessão de 0,6% este ano, contra os 0,4% estimados anteriormente, e uma retoma em 2014 de 0,9%, ligeiramente mais fraca do que a variação de 1% que antes era prevista. O FMI diz que "a recessão na zona euro foi mais profunda do que o esperado porque a fraca procura (salários cada vez mais baixos e vínculos laborais cada vez mais precários), a confiança deprimida (reformas atrás de reformas, cada uma pior do que a anterior) e os balanços frágeis (se ninguém compra, também ninguém vende) interagiram, tornando ainda mais fortes os efeitos no crescimento e o impacto das condições orçamentais e financeiras muito restritivas". Isto é, o fundo volta a dizer que o impacto da austeridade no crescimento foi mais forte devido ao nível de endividamento e à queda de confiança dos agentes económicos.