terça-feira, 2 de julho de 2013

Pedro, o louco


Pedro Passos Coelho acaba de falar ao país para dizer que ainda não percebeu que o seu tempo acabou. Entrou na sala, começou a falar sem um boa noite, para depois despejar dez minutos de autêntico delírio e sair a correr. Pedro Passos Coelho diz que não aceita a demissão de Paulo Portas, que definiu como uma surpresa para si. Apostou depois em tentar convencer os portugueses de que o seu parceiro de coligação estava só a brincar e que ele próprio se encarregará de convencê-lo a recuar no seu arrebatamento irreflectido. Despejou depois aquele chavão que já Sócrates utilizava dos sacrifícios que serão irremediavelmente perdidos se o Governo se demitir agora que os resultados começam a aparecer tímida mas solidamente, quando ainda ontem o próprio Vítor Gaspar deu a entender precisamente o contrário na carta de demissão que tornou pública. Resumindo: contra a vontade do seu povo, de grande parte do seu partido, de patrões, de sindicatos e do parceiro de coligação, Pedro Passos Coelho quer prosseguir sozinho a destruição do país que iniciou há dois anos e conta com o apoio incondicional de Cavaco Silva. Se não for o CDS, terá que ser a rua a fazê-lo cair.

3 comentários:

Anónimo disse...

Disse boa noite, logo no início, mas o microfone ainda estava desligado.

Mas isso, julgo, é o que menos importa.

Anónimo disse...

Ele iniciou a destruição do País há dois anos? ELE? INICIOU?
Quer dizer que até ai estava tudo óptimo portanto, ele é o monstro a abater e depois ficará tudo bem outra vez.
Ora que fico muito mais descansada, que alivio!!

Filipe Tourais disse...

A destruição dele começou há dois anos. Já vinha de trás, como sabemos, mas nunca o país regrediu tanto e piorou tanto a sua situação em todos os aspectos do que com a destruição conduzida por Passos Coelho. Veja as estatísticas, está lá tudo.