terça-feira, 9 de julho de 2013

O irrevogável: uma despedida em grande


Na despedida como ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas assegurou hoje no Parlamento que autorizou sobrevoo do avião do Presidente da Bolívia no território nacional e informou o país “atempadamente” sobre a recusa da escala por motivos técnicos, sem explicar quais. A versão das autoridades bolivianas é bem outra. Ainda bem que Paulo Portas é um homem de palavra, conhecido por nunca ter sido apanhado em nenhuma mentira. A única conclusão que podemos retirar deste episódio é a de que, vá-se lá saber por quê, as autoridades bolivianas inventaram uma história para tramar o nosso Portas. São doidos. Eles deviam saber perfeitamente que Portas é irrevogável. Aquelas bandeiras nacionais que os bolivianos queimaram em La Paz não afectam a credibilidade de Portugal lá fora, mas como castigo, não sai nem mais um Magalhães para aquelas bandas. Ora tomem lá que é para aprenderem a escolher melhor com quem se metem.


Vagamente relacionado: Paulo Portas, MNE demissionário, esteve 3 horas e meia a responder aos deputados. PSD, CDS... e PS ignoraram a crise política da última semana. (...) PSD e CDS, claro, ignoraram o terramoto político provocado na semana passada pela demissão de Portas. O PS também - primeiro, pela voz de Maria de Belém Roseira, depois através de Paulo Pisco. Nem uma vírgula sobre a demissão de Portas, a crise que se seguiu, o seu impacto internacional. Não foi assunto, nem ao de leve.



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