terça-feira, 23 de julho de 2013

Finalmente salvos


A junta de salvação nacional já se deu a conhecer. Foram anunciadas algumas reestruturações de Ministérios, a confirmação de Paulo Portas com poderes de irrevogável Primeiro-ministro como Vice e três novas aquisições para a quadrilha de iniciativa presidencial: Moreira da Silva (Ambiente, Ordenamento do Território e Energia), Pires de Lima (Economia) e Rui Machete (Negócios Estrangeiros e Paraísos Fiscais). Na década de 2000, antes dos dois bancos serem intervencionados e alvo de investigações policiais, Rui Machete ocupou funções ao mais alto nível no BPN e no BPP. A salvação nacional tem início amanhã, logo a seguir à tomada de posse, marcada para as 17 horas  pelo chefe do gang.

Vagamente relacionado: “Depois de Franquelim Alves, a nomeação de Rui Machete é a segunda viagem das profundezas do BPN para o governo. Agora, o destino é o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Independentemente da opinião que cada um tenha de Machete, ela revela como não há, no PSD, qualquer tipo de distanciamento em relação à história daquele banco, intimamente ligada ao partido e ao circulo próximo do Presidente da República. Se tivéssemos alguma dúvida, a privatização ruinosa do BPN, com a entrega, quase de borla e com tudo limpo, ao banco gerido por Mira Amaral chegaria para nos esclarecer. Na política, a imagem que o poder dá de si próprio é fundamental. Um governo que vai absorvendo quadros de um grupo financeiro que causou um rombo ao Estado de milhares de milhões de euros e que devia ser tratado como um caso de polícia é uma mensagem clara para aos portugueses: aqueles que, por ação ou omissão, permitiram este desastre são, para nós, pessoas dignas para governar. Porque nesta história os contribuintes são e continuarão a ser os únicos a ser sacrificados. Não me espanta que não tenha ocorrido a Pedro Passos Coelho a gravidade desta escolha. O BPN não é, para este governo, um problema político. É apenas um negócio que correu mal. Para nós, claro.”

2 comentários:

Ricardo Amaral disse...

Chamar palhaços a esta gente é boa vontade.Não há por aí nenhum candidato a Otelo?

Anónimo disse...


Esteve no escritório de advogados especializado em negócios com o Estado (a PMLJ), que já se congratulou com esta nomeação. Esteve na SLN, que escondeu do currículo. Foi nomeado para a FLAD e para a CGD, dois conhecidos centros de repouso do bloco central. É nomeado crónico para funções públicas avulsas. Se alguém quiser resumir o que é o "regime", que dorme debaixo da ponte que une Estado e negócios privados, tem agora um excelente espécime nas Necessidades (Ministério dos Negócios Estrangeiros).