sábado, 6 de julho de 2013

Dois comediantes sobre dois colegas


Ao longo da noite, sucedem-se as reacções e os comentários à comunicação dos irrevogáveis das sete e meia. Alguns expressam a sua indignação pela falta de tudo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, outros esgadanham-se para garantirem o sustento nestes tempos difíceis para encontrar emprego, outros ainda destacam-se pelo sorriso que arrancam a quem assiste. Entre estes últimos, destaco dois: o de Marques Mendes e o de António José Seguro.

O primeiro garante que foi uma grande vitória de Pedro Passos Coelho, como se não tivesse sido este a ceder em toda a linha, o CDS a ficar com o controlo absoluto sobre o Governo e como se a substituição de um todo-poderoso Gaspar por um omnipotente Portas não reconfirmasse que Pedro Passos Coelho não tem capacidade para mais do que ser a eterna segunda figura do Governo que alegadamente dirige.

O segundo lamenta um entendimento que termina o namoro que durava já há algum tempo entre o PS e o CDS e fala na necessidade de eleições antecipadas depois de ter faltado à manifestação desta tarde que a CGTP organizou junto ao Palácio de Belém para exigi-las e onde estiveram presentes os líderes de Bloco de Esquerda e PCP, que manifestaram abertura para integrarem uma aliança de esquerda que inverta o rumo do país, sem austericídio nem troika. António José Seguro voltou a mostrar que é um excelente candidato a sucessor de Pedro Passos Coelho, com troika e com memorando,  mas que para putativo Primeiro-ministro e como homem de esquerda vai deixando cada vez mais a desejar. António José Seguro consegue desgastar-se mesmo sem estar no poder. Não é para todos.

1 comentário:

fb disse...

Ao longo da noite, sucedem-se as reacções e os comentários à comunicação dos irrevogáveis das sete e meia. Alguns expressam a sua indignação pela falta de tudo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, outros esgadanham-se para garantirem o sustento nestes tempos difíceis para encontrar emprego, outros ainda destacam-se pelo sorriso que arrancam a quem assiste. Entre estes últimos, destaco dois: o de Marques Mendes e o de António José Seguro.