segunda-feira, 29 de julho de 2013

Álvaro, o ministro bonzinho


Thomas Malthus é considerado um economista da escola clássica, apesar da sua teoria se resumir numa linha: partindo de duas premissas, uma, que o crescimento da população punha em risco o progresso da humanidade (isto no início do sec. XIX) e, duas, que nunca seria possível produzir bens em quantidade suficiente para sustentar toda a população, após uma série infindável de justificações de natureza moralista, Malthus chegou à conclusão que era imperioso controlar o crescimento populacional. Como? Limitando o salário de forma a que este não garantisse mais do que o limiar da sobrevivência. A fome como método de controlo da natalidade e do crescimento populacional. Uma ideia cheia de humanidade.

Isto a propósito de uma campanha que um certo assessor de Álvaro Santos Pereira está a desenvolver para convencer a opinião pública de que Pedro Passos Coelho expulsou o único Ministro bonzinho que havia no Governo. É que Álvaro Santos Pereira confessou ser Malthus o seu autor preferido. Na imprensa de hoje, lê-se sobre um tal negócio que alegadamente Álvaro terá estragado a Portas. Então e o negócio das rendas da energia? Apareceu notícia semelhante quando determinado Secretário de Estado se demitiu. Álvaro Calou-se, tal como se calou quando venderam o BPN a preço de amigos a Isabel dos Santos e Américo Amorim, tal como se calou quando venderam a ANA à dona da Lusoponte, tal como se calou sempre em todos os negócios vergonhosos que este Governo tem realizado. Nunca por nunca Álvaro abriu a boca, excepto quanto ao seu autor preferido.

O resto é mito, alimentado a pasteis de nata e seguindo a lógica do crescei e multiplicai-vos pelas redes sociais, para que um dia ninguém se lembre a nódoa que tivemos durante dois anos à frente do Ministério da Economia. É ir partilhando a notícia, até fazer o nosso Álvaro chegar a santo. O santo que rejubilava com os salários malthusianos que o seu Governo conseguiu generalizar.

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