quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vamos a isto




Pedro Passos Coelho disse hoje no Parlamento que o país precisa menos de greves e mais de trabalho e de rigor. Sobre trabalho, também hoje, a Comissão Europeia diz que os salários vão continuar a cair até 2015 em resultado da pressão do aumento do desemprego, que força as pessoas a aceitarem salários cada vez mais baixos e vínculos cada vez mais precários, e pelo efeito de ainda mais cortes salariais na Administração Pública. A Comissãodiz que o país se irá equilibrar através da diminuição dos rendimentos do trabalho. A consultora Capgemini diz que o número de milionários continua a aumentar a bom ritmo. Enriquecer uma minoria empobrecendo todos os demais. Transferir riqueza em vez de criar riqueza. É este o reequilíbrio deles.  

Sobre rigor, no mesmo documento da sétima avaliação, porque verificam que agora o desastre dá sinais de ser ainda pior do que o previsto há apenas três meses – ainda ontem Vítor Gaspar admitiu que o défice orçamental se prepara para ultrapassar os 10% –, a Comissão exige que o Governo acelere os cortes na despesa pública e conclua o desmantelamento das raspas de Estado social que tivemos até agora. É a própria Comissão Europeia a dizer aos portugueses o que nos espera se este Governo não cair rapidamente.

 
O país necessita de greves, de protestos, de indignação para fazer cair o Governo. Agora. Não em 2015, quando já não houver nada para salvar. Eu faço greve. E não apenas por ser um direito que me assiste. Amanhã, mais do que nunca, farei greve por dever. Que seja a maior greve geral desempre, para o bem de todos nós. Vamos a isto.

2 comentários:

Mariposa Colorida disse...

No meu serviço é um regalo. Está tudo parado.

Filipe Tourais disse...

Estou a ver que fez greve com o dinheiro dos seus colegas. Também os há assim, é verdade.