quinta-feira, 6 de junho de 2013

Medo de eleições, pavor da rua


Em mais uma saída de casa escoltado pela polícia, tem que ser devido aos protestos mas também é despesa e pesa no défice, Passos Coelho disse ontem não temer eleições autárquicas, não temer eleições europeias e não temer o julgamento dos portugueses. Aquilo dos protestos não tem nada a ver com como os portugueses o julgam. E não se demitir quando todas as sondagens mostram que se fosse a votos obteria uma derrota histórica é uma questão que nada tem que ver com medo e ainda menos com estar agarrado ao poder como um carrapato.

Mas o delírio de Passos Coelho ainda foi mais longe ao dizer que agora os portugueses são respeitados lá fora e tidos como pessoas honradas, cumpridoras e trabalhadoras. E antes? Antes os portugueses não sabiam o que são privatizações honradas, eram menos respeitados por terem trabalho e ganharem salários maiores. Antes também não tinham um Primeiro-ministro que tentasse combater o mito da preguiça dos povos do Sul europeu com as estatísticas que demonstram que no Sul se trabalha mais horas do que no Norte da Europa em vez de aproveitar para desatar a roubar férias e feriados e pôr as pessoas a trabalhar à borla para os respectivos patrões nesses dias. Uma dívida muito maior, um défice que não diminuiu, uma economia em cacos, um desemprego incomparavelmente maior. E um Primeiro-ministro parolo a tentar convencer o seu povo que tudo isto melhorou a imagem dos portugueses lá fora e que não tem medo de eleições.

Se não tem medo, deixe-se lá de tretas e demita-se. Vamos a votos. É assim que fazem os homens honrados quando descobrem que não podem pôr o nariz fora de casa sem trazer um exército de capangas para protegê-lo. Pedro Passos Coelho tem medo até de sair à rua sozinho, quanto mais de eleições. Quando há eleições, há comícios. E a porcaria dos comícios estão sempre cheios de gente, não é? Ai-aiai-ai-ui!

3 comentários:

Anónimo disse...

O que interessa ir a eleições? O Seguro é seguramente pior. Ele está sôfrego pelo poder.

Ricardo disse...

Como aqueles heróis que se sentem seguros no meio dos seus mas que se borram todos com um rolo de papel na mão.Assim me faz lembrar o sr Coelho.

Filipe Tourais disse...

A questão não é o Seguro ser pior, que também não é melhor, concordo. Mas não podemos continuar a dizer que vivemos em democracia quando este Governo já não corresponde à vontade popular.