sexta-feira, 7 de junho de 2013

O erro e os blablablás da easy gente

O porta-voz do CDS, João Almeida, criticou a posição da Comissão Europeia sobre o reconhecimento de erros no programa da Grécia por parte do FMI e defendeu que Portugal tem de ser exigente perante a troika. A mesma linha de discurso foi utilizada por Miguel Frasquilho, vice-presidente da bancada do PSD, que defendeu a necessidade de Portugal “ter mais tempo” para pagar a dívida. De repente, parece que acordaram. Mas só parece. Os erros do FMI e restante troika não ficaram à espera que um deles reconhecesse que erraram para se despenharem com toda a violência sobre as vidas de 10 milhões de portugueses. Desde o início, que aconteceu bastante antes do memorando que assinaram de cruz, o problema sempre esteve nas políticas serem visivelmente erradas e não no momento tardio que um dos seus autores escolheu para finalmente se dignar a admitir que erraram. O PSD e o CDS é que ficaram à espera desse momento para dizer qualquer coisita. E note-se que é a segunda vez que o FMI o faz. Na primeira, PSD e CDS não reagiram. Esperaram pela segunda para esboçarem uma espécie de reacção que nem ao de leve contém o mais ligeiro vestígio de vontade de acabar de uma vez por todas com a austeridade, a sua, com a qual continuam a destruir o país. Antes pelo contrário, aprovaram mais um Orçamento que endurece ainda mais essa austeridade. Persistem na espera, portanto, e vão dizendo umas coisas para passar melhor o tempo que o erro não há-de desperdiçar para continuar a fazer das suas pela mão do Governo que toda a sua easy gente apoia incondicionalmente. Gosto tanto de os ouvir falar.


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