sexta-feira, 28 de junho de 2013

Em greve de soluções, a trabalhar para o fracasso

Simultaneamente apesar e devido à brutalidade fiscal que o Governo endureceu este ano, o défice público disparou, nos primeiros três meses de 2013, para 10,6% do PIB, -4167,3 milhões de euros em termos absolutos, valores que comparam com o défice de 7,9% do PIB registado no período homólogo do ano passado, -3206,9 milhões de euros em termos absolutos. O Governo tinha como objectivo orçamental para o final do ano um défice de 5,5% do PIB, cerca de 9 mil milhões de euros. Ou seja, em apenas três meses, o saldo negativo acumulado de 4,16 mil milhões já corresponde a 46% do valor previsto para o final do ano, isto é, a derrapagem que já se verificava em finais de Março equivale àquela que se verificaria a meio de Junho caso tudo estivesse a correr dentro do previsto. Objectivamente, não está. Nunca esteve. E nunca estará. Ontem e anteontem, dois membros do Governo disseram que o país precisa menos de greves e mais de trabalho e de rigor. Os dados de hoje voltam a mostrar que o país só teria a ganhar se esta equipa de malfeitores declarasse greve por tempo indeterminado e fosse para uma praia bem longe daqui. Ontem já seria tarde. Quanto mais trabalharem, pior para Portugal e para os portugueses.

(editado) 

4 comentários:

Mariposa Colorida disse...

Desapareçam de vez!

Anónimo disse...

Que diferença faz se se demitirem? Os que vierem a seguir também estão ao serviço dos banqueiros. Demita-se mas é esta república corrupta.

Filipe Tourais disse...

O povo é que decide o que quer. Se quiserem continuar nisto, é democracia. Não defendo soluções que não sejam democráticas. Sem democracia perderíamos mais ainda.

Anónimo disse...

Se governo nenhum representa quem os elege mas sim a banca, onde está a democracia? Se os banqueiros nos dão a escolher entre alguns dos seus boys para nos governarem, onde está o poder de decisão? Quando muito estamos no que eu chamo de pós-democracia. Eu quero a democracia para Portugal e isso passa pelo fim da decadente terceira república.