terça-feira, 11 de junho de 2013

Governar não é mandar (continuação)


Na próxima segunda-feira, dia do exame de Português do 12.º ano e de greve geral dos professores, não serão decretados serviços mínimos que permitam assegurar a realização da prova. Esta foi a decisão do colégio arbitral constituído para o efeito e não é passível de recurso. O Governo desafiou o Tribunal Constitucional e sempre perdeu. Ganhou o país. Voltou a desafiar o direito à greve que a nossa Constituição consagra e voltou a perder. Ganhou novamente a democracia. 
Dir-se-ia que está na hora de contratarem os serviços mínimos de assessoria jurídica necessários para que não voltem a tentar governar à margem da lei e a acumular derrotas estrondosas, mas, para além de continuarem a gastar largos milhões em pareceres que encomendam sempre aos mesmos escritórios de advogados, já é demasiado tarde para aprenderem que o exercício do poder tem regras e que o poder não é absoluto. O tempo deste Governo terminou há muito. Demitam-se. Ontem já era tarde.

Actualização: o Ministro Nuno Crato reagiu resolvendo não adiar o exame de português marcado para o dia da greve. A decisão de prejudicar os alunos foi exclusivamente sua

1 comentário:

fb disse...

Na próxima segunda-feira, dia do exame de Português do 12.º ano e de greve geral dos professores, não serão decretados serviços mínimos que permitam assegurar a realização da prova. Esta foi a decisão do colégio arbitral constituído para o efeito e não é passível de recurso. O Governo desafiou o Tribunal Constitucional e sempre perdeu. Ganhou o país. Voltou a desafiar o direito à greve que a nossa Constituição consagra e voltou a perder. Ganhou novamente a democracia.