quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Justiça dos corruptos (continuação)


Carlos Horta e Costa e outros dois antigos administradores dos CTT foram absolvidos nesta terça-feira pelo Tribunal de Coimbra dos crimes de gestão danosa e de participação económica em negócio. Os juízes decidiram apenas condenar o ex-vereador da Câmara de Coimbra Luís Vilar por corrupção passiva, com pena suspensa, tal como Júlio Macedo e Pedro Garcez, que haviam sido pronunciados por branqueamento de capitais e por corrupção para acto ilícito, os dois últimos por corrupção ativa e o primeiro por corrupção passiva, com quatro anos, dois anos e quatro meses e dois anos e sete meses, respectivamente. Tanto o ex-vereador, actualmente vogal da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal como os outros dois arguidos terão ainda de pagar 25 mil euros cada um a duas instituições de solidariedade social de Coimbra, embora o lesado fosse o Estado. Apenas o responsável pelo fundo de investimento imobiliário que comprou o prédio, e suspeito de ter recebido uma comissão dos vendedores, Marcos Lagoa , foi condenado a entregar 20 mil euros ao Estado, acrescidos de juros de mora.


Vagamente relacionado: A Polícia Judiciária (PJ) suspeita que os ex-administradores dos CTT Carlos Horta e Costa e Manuel Baptista, bem como o PSD, terão beneficiado de um milhão de euros em notas resultantes de luvas por negócios ruinosos. A investigação do caso "CTT" está dada como concluída pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ e foi remetida ao Ministério Público. O processo terminou com 52 arguidos no total. Em causa estão crimes de corrupção, administração danosa, tráfico de influência, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e prevaricação. (08/07/2009)

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