segunda-feira, 3 de junho de 2013

E resulta? Se resulta.


A sondagem do I dá exactamente 75% de intenções de voto aos três partidos que defendem a austeridade selectiva que vem fazendo a riqueza de uma minoria à custa do empobrecimento da restante maioria e 25% aos que reclamam o fim desta austeridade que transfere e concentra a riqueza ao mesmo tempo que destrói o país. Porém, como é hábito numa imprensa nada interessada em promover o debate político em torno da única dicotomia capaz de objectivar a utilidade de cada voto, o I prefere destacar que "" a "esquerda parlamentar" está agora em maioria.

E a quem interessa continuar a "ser de esquerda" para promover políticas que, na melhor das hipóteses, se distinguem das políticas dos restantes dois partidos de direita apenas em questões de detalhe? Ao Bloco de Esquerda não será, com toda a certeza. João Semedo pediu clareza a António José Seguro. "A esquerda que quer ser esquerda vira-se para a esquerda, não se vira para a direita. Esta é uma exigência do momento que não deixamos de fazer aos socialistas e ao seu secretário-geral." Respondeu Miguel Laranjeiro para que António José Seguro não tivesse que o fazer: "o Bloco de Esquerda tem que decidir quem é o seu adversário, se o PS, se a direita".

E lá regressámos nós ao único debate que lhes interessa. Nas notícias da manhã, aparece um António José Seguro dialogante com todas as forças partidárias, de esquerda e de direita, à conquista do tal "consenso" que esvazia a política das políticas que dão respostas aos problemas das pessoas, reduzindo tudo à mera aritmética parlamentar. Responsabilidade, sentido de Estado, aquela "estabilidade política" impermeável à instabilidade de milhões de portugueses  e todas essas coisas, já sabem quais são. O pior é que resulta mesmo. Veja-se a sondagem do I.

1 comentário:

Joaquim Moedas Duarte disse...

Os burros/animais são nobres, trabalhadores, esforçados e aprendem a defender-se com manhas apropriadas. O pior é quando lhes tapam os olhos e põem a tirar água à nora: ficam a andar sem parar à volta do poço, pensando que vão a caminho de algum lugar.

É isso que está a acontecer aos burros/homens deste país...