quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ventos de mudança

Já não é só em Portugal, Grécia ou Irlanda que as receitas de austeridade impostas pelas troikas de credores internacionais estão a ser criticadas: na Alemanha, as equipas da Comissão Europeia (em especial Durão Barroso), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) começam a ser acusadas com cada vez mais insistência de impor receitas erradas aos países sob programa de “ajuda externa”. Ainda bem. Sou forçado a concordar com as críticas, embora sublinhando as enormes responsabilidades da Alemanha em todo o processo de implosão europeia. São indeléveis as marcas deixadas pela senhora austeridade, Angela Merkel, que a defendeu com unhas, dentes e, não há como esquecê-lo, uma dose inusitada daquela insolência xenófoba que Hitler utilizou com êxito para convencer os alemães a apoiarem as suas loucuras. Ora, a loucura de Merkel começa a pesar. A economia alemã ressente-se da austeridade imposta a países que importam produtos alemães e pouco falta para que entre também em recessão. Previsivelmente, a recessão será oficializada pouco antes do próximo Outono. E no próximo Outono as loucuras de Angela Merkel terão o devido julgamento político em eleições. A responsabilidade agora é do Durão? Também é. A História há-de lembrá-lo como um capacho do poder franco-alemão, mas não vou aqui alongar-me sobre os contributos de tão desprezível personagem para o naufrágio europeu ou sobre o apoio incondicional que sempre deu à agenda de reconfiguração social e às políticas que provocaram tanto sofrimento e o colapso económico do seu país. O importante é que o poder na Alemanha mude para mãos que saibam promover a inflexão de políticas que finalmente devolva a esperança aos europeus. Se tal acontecer, a saída de cena de Durão Barroso virá por acréscimo. E o génio Gaspar também não há-de ter condições para ficar a falar sozinho.

1 comentário:

fb disse...


Já não é só em Portugal, Grécia ou Irlanda que as receitas de austeridade impostas pelas troikas de credores internacionais estão a ser criticadas: na Alemanha, as equipas da Comissão Europeia (em especial Durão Barroso), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) começam a ser acusadas com cada vez mais insistência de impor receitas erradas aos países sob programa de “ajuda externa”. Ainda bem. Sou forçado a concordar com as críticas, embora sublinhando as enormes responsabilidades da Alemanha em todo o processo de implosão europeia. São indeléveis as marcas deixadas pela senhora austeridade, Angela Merkel, que a defendeu com unhas, dentes e, não há como esquecê-lo, uma dose inusitada daquela insolência xenófoba que Hitler utilizou com êxito para convencer os alemães a apoiarem as suas loucuras. Ora, a loucura de Merkel começa a pesar. A economia alemã ressente-se da austeridade imposta a países que importam produtos alemães e pouco falta para que entre também em recessão. Previsivelmente, a recessão será oficializada pouco antes do próximo Outono. E no próximo Outono as loucuras de Angela Merkel terão o devido julgamento político em eleições. A responsabilidade agora é do Durão? Também é. A História há-de lembrá-lo como um capacho do poder franco-alemão, mas não vou aqui alongar-me sobre os contributos de tão desprezível personagem para o naufrágio europeu e sobre o apoio incondicional que sempre deu à agenda de reconfiguração social e às políticas que provocaram tanto sofrimento e o colapso económico do seu país. O importante é que o poder na Alemanha mude para mãos que saibam promover a inflexão de políticas que finalmente devolva a esperança aos europeus. Se tal acontecer, a saída de cena de Durão Barroso virá por acréscimo. E o génio Gaspar também não há-de ter condições para ficar a falar sozinho.