terça-feira, 21 de maio de 2013

Sete horas para isto?


O Conselho de Estado terminou com um comunicado que não acrescenta uma vírgula a uma reticência, cujo teor, por sinal, faz lembrar vagamente a receita de António José Seguro de compatibilizar uma austeridade "na dose certa" com estímulos à economia. O Conselheiro Bagão já fala num Governo PS-CDS. Voltando ao comunicado, há ainda a assinalar-lhe outras tantas vacuidades sobre a previsão de solavancos no pós-troika e ainda mais algumas sobre as virtudes daquele mito da regulação bancária que tem sido alimentado para manter a banca na mão de delinquentes. A única surpresa deste Conselho de Estado, mesmo, está na realização de um Conselho de Estado só para isto, para Cavaco tentar mostrar que faz alguma coisita pelo seu país. Voltamos a verificar que a agenda do Presidente da República tem apenas uma prioridade: Cavaco Silva. Estamos sem governo porque estamos sem Presidente.

5 comentários:

fb disse...

O Conselho de Estado terminou com um comunicado que não acrescenta uma vírgula a uma reticência, cujo teor, por sinal, faz lembrar vagamente a receita de António José Seguro de compatibilizar uma austeridade "na dose certa" com estímulos à economia. O Conselheiro Bagão já fala num Governo PS-CDS. Voltando ao comunicado, há ainda a assinalar-lhe outras tantas vacuidades sobre a previsão de solavancos no pós-troika e ainda mais algumas sobre as virtudes daquele mito da regulação bancária que tem sido alimentado para manter a banca na mão de delinquentes. A única surpresa deste Conselho de Estado, mesmo, está na realização de um Conselho de Estado só para isto, para Cavaco tentar mostrar que faz alguma coisita pelo seu país. Voltamos a verificar que a agenda do Presidente da República tem apenas uma prioridade: Cavaco Silva. Estamos sem governo porque estamos sem Presidente.

Ricardo disse...

é a constatação final de que os supostos representantes eleitos não nos servem para nada além de nos atolarem em austeridade,impostos e desemprego.Se dependemos em tudo da CE então acaba-se com toda esta figuração no parlamento e em conselhos de estado.Trágico

Filipe Tourais disse...

O Conselho de Estado não é eleito, atenção.

Ricardo disse...

Eu não disse que era eleito o conselho de estado,o presidente foi eleito,o governo foi eleito,os deputados foram eleitos.Mas não elegemos a comissão europeia,nem o eurogrupo,nem o BCE nem o governo alemão.Ora o conselho de estado ontem disse claramente que estamos nas mãos dessa gente.

Anónimo disse...

O grande problema na atualidade portuguesa (e não só...) é que deixou de haver uma ligação direta entre eleitos e eleitores, isto é, deixou de haver democracia!