sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mudar, mas pouco

Agora, é Hollande a lembrar-se de defender um governo económico para a zona euro com Presidente a tempo inteiro. António José Seguro que tome boa nota que é para dizer “presidente a tempo inteiro” e não “presidente a tempo parcial” quando a replicar numa das suas próximas demonstrações de que é um homem cheio de ideias. Para que é que a Europa necessita de mais um órgão politicamente irresponsável perante os cidadãos é outra conversa. Hollande, tal como Merkel, tal como Durão Barroso, tal como todos os burocratas europeus, tal como os três líderes do nosso centrão, não quer nem ouvir falar em transferências de poder para o Parlamento Europeu ou outras quaisquer que devolvam a Europa aos cidadãos. E o declínio europeu nunca mais deixou de acentuar-se desde o preciso momento em que a Europa dos cidadãos se transformou numa Europa refém de um directório que trabalha para a finança e para os grandes grupos económicos e despreza os cidadãos, aos quais nem sequer tem que prestar contas do que faz. A mudar alguma coisa que valha a pena mudar, seria começar por aqui. O resto são só ideias de quem adora aparecer em público a falar de mudança mas que sempre se recusa a assumir as rupturas necessárias para que a Europa volte realmente a mudar, mas para melhor.


1 comentário:

fb disse...

Agora, é Hollande a lembrar-se de defender um governo económico para a zona euro com Presidente a tempo inteiro. António José Seguro que tome boa nota que é para dizer “presidente a tempo inteiro” e não “presidente a tempo parcial” quando a replicar numa das suas próximas demonstrações de que é um homem cheio de ideias. Para que é que a Europa necessita de mais um órgão politicamente irresponsável perante os cidadãos é outra conversa. Hollande, tal como Merkel, tal como Durão Barroso, tal como todos os burocratas europeus, tal como os três líderes do nosso centrão não querem nem ouvir falar em transferências de poder para o Parlamento Europeu ou outras quaisquer que devolvam a Europa aos cidadãos. E o declínio europeu nunca mais deixou de acentuar-se desde o preciso momento em que a Europa dos cidadãos se transformou numa Europa refém de um directório que trabalha para a finança e para os grandes grupos económicos e despreza os cidadãos, aos quais nem sequer tem que prestar contas do que faz. A mudar alguma coisa que valha a pena mudar, seria começar por aqui. O resto são só ideias de quem adora aparecer em público a falar de mudança mas que sempre se recusa a assumir as rupturas necessárias para que a Europa volte realmente a mudar, mas para melhor.