sexta-feira, 24 de maio de 2013

Glória aos assassinos

A maioria socialista que controla a Câmara Municipal de Braga aprovou o licenciamento da construção de uma estrutura de homenagem a um bombista assassino pertencente a uma organização terrorista que, nos anos que se seguiram ao 25 de Abril, procurou desforrar-se da revolução recreando-se como quis em ataques à bomba a várias sedes do Partido Comunista Português e promovendo execuções sumárias, como é o caso do duplo homicídio do Padre Max e da sua aluna, cujos assassinos nunca foram presos ou julgados até aos dias de hoje. Volvidos quase quarenta anos de impunidade, constrói-se uma estátua a um desses assassinos para que os vindouros o recordem como o homem bom que não foi, para que esqueçam definitivamente o homem bom que foi o Padre Max. O bombista fascista e tudo o que ele significa finalmente conseguirão desforrar-se do 25 de Abril. A democracia que não teve a coragem de condená-lo tem agora a cobardia de idolatrá-lo. Glória aos assassinos. 
É realmente chocante constatar que tenha sido um partido como  o PS a promover este ultraje. A direcção nacional do PS tem usado de toda a habilidade para evitar pronunciar-se sobre os inúmeros escândalos com fortes indícios de corrupção em que se têm repetidamente visto envolvidos Mesquita Machado e membros da sua família. O silêncio também fala. Um partido anti-corrupção não fecha os olhos nem se cala à corrupção, da mesma forma que um partido com tradições anti-fascistas jamais promove homenagens a fascistas assassinos. Veremos o que tem o PS a dizer sobre a homenagem póstuma dos socialistas bracarenses ao fascista Cónego Melo. A direcção do PS é livre de se abster violentamente e fazer o mesmo ao património histórico anti-fascista do seu partido, tal como os militantes socialistas são livres de se absterem violentamente de exigirem uma reacção firme à sua direcção, em especial a António José Seguro, deputado eleito pelo círculo de Braga. Cada partido é livre de se afirmar tal e qual é e quer ser em cada momento. E Mário Soares felizmente que ainda está vivo e lúcido. O seu silêncio será o mais violento de todos na medida do muito que nos dirá sobre aquele PS que tanto gostam de lembrar que foi.

(editado)

1 comentário:

fb disse...


A maioria socialista que controla a Câmara Municipal de Braga aprovou o licenciamento da construção de uma estrutura de homenagem a um bombista assassino pertencente a uma organização terrorista que, nos anos que se seguiram ao 25 de Abril, procurou desforrar-se da revolução recreando-se como quis em ataques à bomba a várias sedes do Partido Comunista Português e promovendo execuções sumárias, como é o caso do duplo homicídio do Padre Max e da sua aluna, cujos assassinos nunca foram presos ou julgados até aos dias de hoje. Volvidos quase quarenta anos de impunidade, constrói-se uma estátua a um desses assassinos para que os vindouros o recordem como o homem bom que não foi, para que esqueçam definitivamente o homem bom que foi o Padre Max. O bombista fascista e tudo o que ele significa finalmente conseguirão desforrar-se do 25 de Abril. A democracia que não teve a coragem de condená-lo tem agora a cobardia de idolatrá-lo. Glória aos assassinos.
É realmente chocante constatar que tenha sido um partido como o PS a promover este ultraje. A direcção nacional do PS tem usado de toda a habilidade para evitar pronunciar-se sobre os inúmeros escândalos com fortes indícios de corrupção em que se têm repetidamente visto envolvidos Mesquita Machado e membros da sua família. O silêncio também fala. Um partido anti-corrupção não fecha os olhos nem se cala à corrupção, da mesma forma que um partido com tradições anti-fascistas jamais promove homenagens a fascistas assassinos. Veremos o que tem o PS a dizer sobre a homenagem póstuma dos socialistas bracarenses ao fascista Cónego Melo. A direcção do PS é livre de se abster violentamente e fazer o mesmo ao património histórico anti-fascista do seu partido, tal como os militantes socialistas são livres de se absterem violentamente de exigirem uma reacção firme à sua direcção. Cada partido é livre de se afirmar tal e qual é e quer ser em cada momento. E Mário Soares felizmente que ainda está vivo e lúcido. O seu silêncio será o mais violento de todos na medida do muito que nos dirá sobre aquele PS que tanto gostam de lembrar que foi.