sexta-feira, 10 de maio de 2013

Era uma vez um consenso


Ao defender publicamente que “o tempo político de Vítor Gaspar terminou” e que o Governo deve ponderar a sua substituição, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, tornou-se uma espécie de herói nacional, mais precisamente um daqueles heróis que se candidatam a uma Câmara Municipal, a de Gaia, e alimentam a legítima esperança de que o seu eleitorado se esqueça dos seus quase dois anos de elogios e apoio incondicional ao vilão que escolheu para lhe proporcionar a bravata. E pouco importa que o gesto desagrade ao nosso emérito Presidente. Cavaco Silva há-de continuar a falar do consenso muito depois do último rato abandonar o navio e, mais importante do que todo o resto, o rato Aníbal não vota em Gaia. Siga. Faz de conta que não vivemos crise política nenhuma. Era uma vez um consenso. E o barco continuou a afundar.

1 comentário:

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Ao defender que “o tempo político de Vítor Gaspar terminou” e que o Governo deve ponderar a sua substituição, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, tornou-se uma espécie de herói nacional, mais precisamente um daqueles heróis que se candidatam a uma Câmara Municipal, a de Gaia, e alimentam a legítima esperança de que o seu eleitorado se esqueça dos seus quase dois anos de elogios e apoio incondicional ao vilão que escolheu para lhe proporcionar a bravata. E pouco importa que o gesto desagrade ao nosso emérito Presidente. Cavaco Silva há-de continuar a falar do consenso muito depois do último rato abandonar o navio e, mais importante do que todo o resto, o rato Aníbal não vota em Gaia. Siga. Faz de conta que não vivemos crise política nenhuma. Era uma vez um consenso. E o barco continuou a afundar.