quinta-feira, 18 de abril de 2013

Olha! Mas aquela não é a patroa do Coelho e do Gaspar?

A directora geral do FMI, Christine Lagarde, vai responder por desvio de fundos públicos. Ainda não é pelo desvio dos milhares de milhões de países como Portugal para bolsos que subitamente ampliaram os seus direitos especiais de enriquecimento. A seu tempo esses desvios serão julgados, nem que seja apenas pela História, e Lagarde não será julgada sozinha.
Por agora, a antiga ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy, depois transferida, com apoio deste, para a chefia do FMI, é acusada de ter decidido a entrega de 403 milhões de euros ao empresário Bernard Tapie, antigo proprietário da Adidas, através de um processo de arbitragem adoptado contra o parecer dos serviços do seu ministério e de outras entidades públicas, também envolvidas.
Um documento tornado público nos últimos dias pela agência Mediapart revela que Christine Lagarde não respeitou as "linhas amarelas" estabelecidas na estratégia pública para enfrentar o contencioso com Tapie, que se guiava por dois princípios: a indemnização a Tapie não deveria ultrapassar os 145 milhões de euros e em caso algum deveria ser concretizada em numerário, como parece que terminou por acontecer. O processo de arbitragem decidido por Lagarde contemplou o empresário com 403 milhões, sendo 240 a 300 milhões directamente para o bolso de Tapie. Sarkozy, amigo de Tapie, conhecia o processo, segundo a Mediapart, e esta cumplicidade terá tido como recompensa o apoio presidencial à candidatura de Lagarde ao FMI, logo a seguir ao escândalo com o político socialista e também francês Dominique Strauss-Kahn. (mais detalhes aqui)

2 comentários:

Anónimo disse...

A directora geral do FMI, Christine Lagarde, vai responder por desvio de fundos públicos. Ainda não é pelo desvio dos milhares de milhões de países como Portugal para bolsos que subitamente ampliaram os seus direitos especiais de enriquecimento. A seu tempo esses desvios serão julgados, nem que seja apenas pela História, e Lagarde não será julgada sozinha.
Por agora, a antiga ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy, depois transferida, com apoio deste, para a chefia do FMI, é acusada de ter decidido a entrega de 403 milhões de euros ao empresário Bernard Tapie, antigo proprietário da Adidas, através de um processo de arbitragem adoptado contra o parecer dos serviços do seu ministério e de outras entidades públicas, também envolvidas.
Um documento tornado público nos últimos dias pela agência Mediapart revela que Christine Lagarde não respeitou as "linhas amarelas" estabelecidas na estratégia pública para enfrentar o contencioso com Tapie, que se guiava por dois princípios: a indemnização a Tapie não deveria ultrapassar os 145 milhões de euros e em caso algum deveria ser concretizada em numerário, como parece que terminou por acontecer. O processo de arbitragem decidido por Lagarde contemplou o empresário com 403 milhões, sendo 240 a 300 milhões directamente para o bolso de Tapie. Sarkozy, amigo de Tapie, conhecia o processo, segundo a Mediapart, e esta cumplicidade terá tido como recompensa o apoio presidencial à candidatura de Lagarde ao FMI, logo a seguir ao escândalo com o político socialista e também francês Dominique Strauss-Kahn.

Ricardo disse...

O problema para nós é o facto do fmi(ou seus empregados)se enganar nos calculos sobre o efeito da austeridade na economia de países como Portugal e tudo continuar como dantes em abrantes!Engorda o fmi e a merkelmanha.