segunda-feira, 1 de abril de 2013

O capataz


A UGT quer que o Estado financie uma parte significativa dos custos decorrentes do aumento do salário mínimo nacional (SMN) e propõe uma redução da taxa social única para os salários mais baixos. A proposta foi apresentada por João Proença, líder da UGT, às confederações da Indústria (CIP) e do Comércio (CCP), durante as reuniões bilaterais que decorreram nesta segunda-feira e que visam concretizar um entendimento entre sindicatos e patrões em torno do aumento do salário mínimo. A UGT, sou forçado a recordá-lo, é um sindicato, mas João Proença faz questão de nunca interpretar outro papel que não o de patrão. Quem lhe terá encomendado a proposta? A CIP, a CCP ou o próprio Governo? De certeza que os seus representados é que não foram. Os contribuintes a pagar os salários aos senhores empresários. Os trabalhadores a pagar incentivos à minimização dos seus próprios salários. Era só o que faltava.

(editado)

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