quinta-feira, 4 de abril de 2013

Da longa série "empreendedores por conta da casa"

A SLN, ex-dona do BPN, agora chamada Galilei, desdobra-se em negócios nacionais e internacionais. A dívida que o Estado atribui ao grupo, superior a 1,3 mil milhões de euros, é como se fosse virtual.
Oliveira e Costa, em prisão domiciliária, é o 2.º maior detentor de capital da "rebaptizada" holding: legalmente, SLN e Galilei são a mesma pessoa jurídica, mantendo-se, na substância, o corpo accionista anterior à eclosão do escândalo do BPN -, embora ao leme do grupo se encontre agora Fernando Lima, eleito grão-mestre maçónico do Grande Oriente Lusitano em Junho de 2011.
Os negócios da nova sociedade vão desde a saúde (é dona do British Hospital, em Lisboa, e das clínicas IMI), passando pelo turismo (por exemplo, um mega resort a construir na Lagoa dos Salgados, no concelho algarvio de Silves, sob muita contestação dos ambientalistas), pelos condomínios de luxo (como o que, com projecto de Souto Moura, pretende fazer nascer, já este ano, em Alcântara, na capital), até à exploração de petróleo em Angola, onde também vai arrancar com uma  grande cimenteira em parceria com o gigante alemão Heidelberg. Como se vê, a dinâmica da Galilei mostra-se imparável. É como se o BPN nunca tivesse acontecido. Para a SLN, realmente, nunca aconteceu: José Sócrates apenas nacionalizou os prejuízos do BPN e o actual Governo ainda não teve tempo para fazer mais do que vender o BPN a Américo Amorim e à filha do ditador angolano com um desconto de 40% relativamente às avaliações que detinha em seu poder. Nada do que tinha valor alguma vez saiu do património da SLN/Galilei. (na Visão)

Sem comentários: