terça-feira, 16 de abril de 2013

Ai, ai


A troika ordenou que Pedro Passos Coelho escrevesse uma carta a António José Seguro a ordenar-lhe que esteja presente numa reunião amanhã. A direcção de António José Seguro diz que a carta é uma encenação, mas... vai. Ordens são ordens e lá nisso o rapaz é cumpridor.

Para além da convocatória, a carta fazia vários convites: "alinhas em juntares-te a nós para darmos a espremidela final aos portugueses, liquidarmos de vez o Estado social e darmos o golpe de misericórdia na nossa economia?" Amanhã saberemos se Seguro se aguenta ou se tudo o que andou a dizer era só conversa para entreter quem quis deixar-se entreter outra vez.

E até pode ser que tenha sido mesmo conversa fiada e Seguro decline os convites por mera conveniência eleitoral, mas amanhã é um dia importante. Para ele e, infelizmente, não só para ele. Também para todos nós. Amanhã será o dia em que viveremos pela primeira vez a aventura de sentirmos o nosso futuro naquelas mãos tremeliquentas cujo poder não resultou da escolha popular. Ai, ai. É uma sensação incómoda como o raio.

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