domingo, 14 de abril de 2013

Agonia


Os membros do Governo pertencentes ao CDS tentam aparecer o menos que podem. A rapaziada do CDS chama a comunicação social para pedir publicamente que rolem cabeças no Governo, mais concretamente as de Álvaro Santos Pereira e de Miguel Relvas. Miguel Relvas sai de cena, são empossados novos membros do Governo e, com todo o sentido de Estado, como   não podia deixar de ser tratando-se de alguém do CDS, ainda por cima Ministro de Estado, Paulo Portas faz questão de não estar presente na cerimónia de Estado de tomada de posse. O líder da bancada parlamentar justifica o gesto com um as "razõesatendíveis" que o silêncio de Paulo Portas não se dá sequer ao trabalho de alegar em público. A rapaziada do CDS põe a circular na imprensa o boato de que está contra o aumento da idade da reforma para os 67 anos que a outra rapaziada, a  do PSD, pôs a circular na imprensa estar nos planos de Gaspar. Esta longa série de sinais de que o CDS está a tentar recuperar espaço num cenário cada vez mais nítido de eleiçõesantecipadas para muito breve termina, pelo menos para já, com a rapaziada do Conselho Nacional do CDS novamente a dizer que a saída de Miguel Relvas não chega, que Álvaro Santos Pereira também tem que sair e que é necessária uma remodelação ministerial mais vasta. A velha tradição do partido cujo C é de cobardia, o D de deslealdade e o S de sujidade desfila diante dos olhos de todos, incluindo dos do inquilino de Belém. São cada vez mais os barões do PSD que deixam de criticar o Governo para elevarem o tom dos seus comentários para o nível de chacota. É o momento ideal para o Presidente da República fugir para bem longe e partir para uma visita ao Peru e à Colômbia, como fará amanhã. Um Presidente, um Governo, uma maioria. . Onde é que está a estabilidade política? À estabilidade económica e social também ninguém a vê. Mas pior ainda é possível. A semana promete.

(editado)

1 comentário:

fb disse...

Os membros do Governo pertencentes ao CDS tentam aparecer o menos que podem. A rapaziada do CDS chama a comunicação social para pedir publicamente que rolem cabeças no Governo, mais concretamente as de Álvaro Santos Pereira e de Miguel Relvas. Miguel Relvas sai de cena, são empossados novos membros do Governo e, com todo o sentido de Estado, como não podia deixar de ser tratando-se de alguém do CDS, ainda por cima Ministro de Estado, Paulo Portas faz questão de não estar presente na cerimónia de Estado de tomada de posse. O líder da bancada parlamentar justifica o gesto com um as "razões atendíveis" que o silêncio de Paulo Portas não se dá sequer ao trabalho de alegar. A rapaziada do CDS põe a circular na imprensa o boato de que está contra o aumento da idade da reforma para os 67 anos que a outra rapaziada, a do PSD, pôs a circular na imprensa estar nos planos de Gaspar. Esta longa série de sinais de que o CDS está a tentar recuperar espaço num cenário cada vez mais nítido de eleições antecipadas para muito breve termina, pelo menos para já, com a rapaziada do Conselho Nacional do CDS novamente a dizer que a saída de Miguel Relvas não chega, que Álvaro Santos Pereira também tem que sair e que é necessária uma remodelação ministerial mais vasta. A velha tradição do partido cujo C é de cobardia, o D de deslealdade e o S de sujidade desfila diante dos olhos de todos, incluindo os do inquilino de Belém. É o momento ideal para o Presidente da República fugir para bem longe e partir para uma visita ao Peru e à Colômbia, como fará amanhã. Um Presidente, um Governo, uma maioria. . Onde é que está a estabilidade política? À estabilidade económica e social também ninguém a vê. Mas pior ainda é possível. A semana promete.