sábado, 20 de abril de 2013

A despedida de um traidor

Costuma dizer-se que a última recordação é a que fica. Para deixar essa última recordação, João Proença bem tentou despedir-se representando o papel do crítico que nunca foi de nenhum Governo, assinando prontamente sempre tudo o que legalmente exigisse  o acordo de uma central sindical, nem que o diploma em causa implicasse perdas irreparáveis para os seus representados, como aconteceu tantas e tantas vezes ao longo dos 18 anos do seu mandato. A encenação correu-lhe mal. Na despedida, no Congresso da UGT, teve que regressar ao púlpito em defesa de uma alegada honra, imprópria dos rastejantes, subitamente manchada por críticas de várias vozes ali presentes. Uma estranha honra de uma espécie de sindicalista e de uma espécie de sindicato elogiados por uma caricatura de Ministro convidado de honra - a mesma honra - do seu congresso. Não me ocorreria nada melhor do que a presença elogiosa de Álvaro Santos Pereira para identificar que espécie de sindicato é hoje a UGT e para dar a exacta medida da estatura de quem ali se despedia.

1 comentário:

Anónimo disse...

Por absoluta concordância com o exposto zurro convictamente.