sábado, 9 de março de 2013

Uma magistratura de auto-influência

Cavaco Silva voltou a dar ares da sua graça no facebook com 20 páginas que falam da magistratura de influência de um Presidente que não sai do Palácio de Belém durante temporadas maiores que o mês e nem quando vai ao facebook o faz para fazer reparos a um Governo que está a destruir o país e não ouve a voz do povo.

Já que ninguém o faz, é o próprio Cavaco a encarregar-se do auto-elogio da obra feita.  A nível interno, o Presidente salienta a sua acção no sentido de preservar os consensos políticos e sociais que há muito deixaram de existir e centrar as suas mensagens em três áreas: os factores de crescimento económico que o Governo que defende não descansa enquanto não aniquilar completamente, a estabilidade política que contrasta com a instabilidade económica e social que vai gerando em doses cada vez maiores e a coesão nacional que só existe na cabeça de um Presidente sitiado pelo mesmo medo de sair à rua que acompanha os membros do Governo para onde quer que vão.

No plano externo, salienta a sua acção junto de chefes de Estado e de Governo e de representantes de instituições internacionais. “Antes de mais, era importante que os diversos Estados europeus soubessem que as autoridades portuguesas estavam firmemente determinadas a cumprir, de forma rigorosa, os compromissos que tinham sido assumidos com as instâncias internacionais”, lê-se no seu último delírio facebookiano. É como se a propaganda do Governo não fosse já suficiente e se tenha tornado necessário o trabalho de um Aníbal qualquer para colmatar as barreiras linguísticas que eventualmente obstassem ao seu consumo nesse estrangeiro longínquo onde ninguém sabe que a nossa dívida pública está a aumentar como nunca, que as nossas empresas fecham como nunca fecharam e que o desemprego aumenta como nunca aumentou. Há que dizer-lhes que os portugueses são parvos e aceitam ver o seu país a ser destruído por um bando de incapazes que aproveita a situação para ir fazendo uns quantos negócios que hão-de render boas comissões. Como aquelas que o BPN rendia aos amigos. E como aquelas que rendiam as auto-estradas e os fundos comunitários do tempo em que Cavaco era Primeiro-ministro.

Numa frase: o que seria deste país se este cromo não tivesse nascido?

1 comentário:

Rivaldo R.Ribeiro disse...

Sou do Brasil, tenho um blog com link de O PAÍS DO BURRO.
É bom ter notícias verdadeiras e reais ai de Portugal.
Parabens pela iniciativa...