terça-feira, 5 de março de 2013

Isto continua a aquecer (também sem Grândola)

"Um antigo bancário do BCP interveio hoje na conferência de imprensa organizada pelo movimento dos reformados indignados, recém-criado para contestar a polémica contribuição extraordinária de solidariedade (CES), para acusar os presentes de não conhecerem a vida real.
"Estão a falar de valores que me confrangem. 20, 25 mil euros não vos chegam? Há pessoas que vivem com 400 euros" por mês, apontou o ex-bancário.
Fernando Loureiro, que diz também ser afectado pela contribuição extraordinária de solidariedade, acusou os presentes de "já terem mamado muito à conta do zé trabalhador. Vocês não conhecem a vida real. São uns tristes". Num tom exaltado, fez várias acusações aos presentes: "vocês adulteravam os balanços no banco. Vocês criaram ‘offshores’. Vocês não prestam, julgam-se uns deuses na terra".
Dirigindo-se directamente a Filipe Pinhal, um dos representantes do movimento dos reformados indignados, disse-lhe que "eu estive no BCP, você conhece-me. O Jardim [Gonçalves] ganha 165 mil”, o antigo vice-presidente “diz-se que 70 mil. E agora estão aqui coitadinhos? Desculpe lá mas isto é uma fantochada"." (daqui).

Sobre o mesmo tema, vale a pena ler “O lumpencapitalismo”, por Daniel Oliveira. Aqui fica um pequeno excerto: “Ao contrário do velho capitalista industrial, o grande gestor das instituições financeiras não segue uma ética política social própria. Não pode sequer defender a sua conduta usando o argumento da criação de riqueza ou de emprego. Nem sequer foi, em geral, criador das instituições que dirige. Não tem obra e não produz. É, resumindo, de todos os pontos de vista, um parasita. Tendo capturado, através do dinheiro sugado às atividades produtivas, o poder político, os media e a academia, o lumpencapitalista quase conseguiu normalizar condutas que qualquer liberal decente teria de considerar próximas da marginalidade.” (continuar a ler)

1 comentário:

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Um antigo bancário do BCP interveio hoje na conferência de imprensa organizada pelo movimento dos reformados indignados, recém-criado para contestar a polémica contribuição extraordinária de solidariedade (CES), para acusar os presentes de não conhecerem a vida real.
"Estão a falar de valores que me confrangem. 20, 25 mil euros não vos chegam? Há pessoas que vivem com 400 euros" por mês, apontou o ex-bancário.
Fernando Loureiro, que diz também ser afectado pela contribuição extraordinária de solidariedade, acusou os presentes de "já terem mamado muito à conta do zé trabalhador. Vocês não conhecem a vida real. São uns tristes". Num tom exaltado, fez várias acusações aos presentes: "vocês adulteravam os balanços no banco. Vocês criaram ‘offshores’. Vocês não prestam, julgam-se uns deuses na terra".
Dirigindo-se directamente a Filipe Pinhal, um dos representantes do movimento dos reformados indignados, disse-lhe que "eu estive no BCP, você conhece-me. O Jardim [Gonçalves] ganha 165 mil”, o antigo vice-presidente “diz-se que 70 mil. E agora estão aqui coitadinhos? Desculpe lá mas isto é uma fantochada". (daqui).

Sobre o mesmo tema, vale a pena ler “O lumpencapitalismo”, por Daniel Oliveira. Aqui fica um pequeno excerto: “Ao contrário do velho capitalista industrial, o grande gestor das instituições financeiras não segue uma ética política social própria. Não pode sequer defender a sua conduta usando o argumento da criação de riqueza ou de emprego. Nem sequer foi, em geral, criador das instituições que dirige. Não tem obra e não produz. É, resumindo, de todos os pontos de vista, um parasita. Tendo capturado, através do dinheiro sugado às atividades produtivas, o poder político, os media e a academia, o lumpencapitalista quase conseguiu normalizar condutas que qualquer liberal decente teria de considerar próximas da marginalidade.” (continuar a ler)