terça-feira, 12 de março de 2013

A grande roleta


A Federação Nacional de Professores (Fenprof) assinalou nesta terça-feira a 150.ª condenação judicial do Ministério da Educação e Ciência (MEC) pelo mesmo motivo: o não pagamento de indemnizações a docentes, cujos contratos com o Estado foram caducando. O braço-de-ferro dura desde os tempos dos Governos de José Sócrates, mas foi o ministério de Nuno Crato que, contrariando as recomendações do Provedor de Justiça, assumiu que só os docentes que vencessem em tribunal receberiam a compensação por caducidade do contrato. Os sindicatos falam em 25 mil docentes que estão à espera que a Justiça se digne a julgar os seus casos. Para além de reinar a coberto da lentidão desta Injustiça, Nuno Crato conta ainda com a prestimosa colaboração de alguns juízes que, montados na sua infinita razão, vão decidindo a favor do Ministério. A nossa Justiça é assim, dá aos juízes a prerrogativa de julgarem a favor e contra, ao sabor da sua livre convicção, sem nunca se enganarem. Condenação ou absolvição, vermelho ou negro, mais lento ou ainda mais devagar, a Justiça é uma grande roleta que vai girando em função do iluminado que a faça rodar. Como nas democracias mais avançadas.
 

Vagamente relacionado:Um dia depois do Tribunal Constitucional ter confirmado a perda de mandato, o PSD anuncia que  Macário Correia não será candidato à câmara de Faro. Mas continua lá.
Ainda mais vagamente: O Tribunal Constitucional recusou o último recurso apresentado pelo autarca de Oeiras. O TC confirma que o recurso nem sequer mereceu a apreciação dos conselheiros. Significa isto que cabe agora ao Tribunal de Oeiras a decisão de ordenar a Isaltino Morais o cumprimento da pena de dois anos de prisão. Uma pena por fraude fiscal e branqueamento de capitais. Mas Isaltino continua à solta.

2 comentários:

fb share disse...

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) assinalou nesta terça-feira a 150.ª condenação judicial do Ministério da Educação e Ciência (MEC) pelo mesmo motivo: o não pagamento de indemnizações a docentes, cujos contratos com o Estado foram caducando. O braço-de-ferro dura desde os tempos dos Governos de José Sócrates, mas foi o ministério de Nuno Crato que, contrariando as recomendações do Provedor de Justiça, assumiu que só os docentes que vencessem em tribunal receberiam a compensação por caducidade do contrato. Os sindicatos falam em 25 mil docentes que estão à espera que a Justiça se digne a julgar os seus casos. Para além de reinar a coberto da lentidão desta Injustiça, Nuno Crato conta ainda com a prestimosa colaboração de alguns juízes que, montados na sua infinita razão, vão decidindo a favor do Ministério. A nossa Justiça é assim, dá aos juízes a prerrogativa de julgarem a favor e contra, ao sabor da sua livre convicção, sem nunca se enganarem. Condenação ou absolvição, vermelho ou preto, mais lento ou ainda mais devagar, a Justiça é uma grande roleta que vai girando em função do iluminado que a faça girar.

Anónimo disse...

A justiça é como as serpentes: só morde os pés descalços.