quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Em queda livre

Os números divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a taxa de desemprego pulou para os 16,9% no último trimestre de 2012, valor que compara com os 14% apurados no final de 2011, com os 11,4% que se verificavam quando o actual Governo tomou posse e com os 16,4% que o mesmo Governo continua a prever para o final de 2013. Como podemos verificar, a mesma realidade que sempre os ultrapassou desta vez já lhes levava avanço na casa da partida. E a realidade na casa da partida não se obtém por meio de nenhuma previsão, pois não? Não se prevê o presente, mede-se o presente, sem negar a realidade. E a realidade mostra um descalabro com responsáveis perfeitamente identificáveis nos 5,5% de aumento na taxa de desemprego que em Dezembro passado a sua governação já acumulava em apenas 18 meses de inegável incompetência. Em apenas um ano, a economia portuguesa perdeu 200 mil empregos, 300 mil desde que o actual Governo tomou posse.
A economia portuguesa registou uma queda de 1,8% no último trimestre do ano passado, o que colocou a taxa de crescimento do total de 2012 em -3,2%, um valor mais negativo do que os 3% previstos pelo Governo. Os últimos três meses de 2012, com a confiança dos consumidores abalada por novas medidas de austeridade e com a economia da zona euro em recessão, foram dos mais negativos a verificarem-se em Portugal durante as últimas décadas. Em termos homólogos, a variação negativa do PIB foi de 3,8%, o que representa um acentuar da tendência muito negativa na economia. No terceiro trimestre a variação em relação ao mesmo período do ano anterior tinha sido de 3,5%. O resultado agora registado é o pior da actual crise económica e representa um ponto de partida muito negativo para o ano de 2013, para o qual o Governo prevê uma queda de apenas 1%.

2 comentários:

Mariposa Colorida disse...

O problema é que eles vivem nas suas vidas pessoais negando a realidade, o que causa uma revolta profunda.

Anónimo disse...

Ali não há incompetência.
Há um empenho não confessado em fazer disparar a taxa de desemprego.