segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Isto continua a aquecer


«Identificado pela polícia por participar numa conferência de imprensa perto do aeroporto. Perguntado à agente da autoridade se identificariam os jogadores de futebol que falassem a imprensa na zona do aeroporto, a polícia esclareceu que "isto era diferente porque era política". De resto, a agente em questão manifestou-se incomodada por ter de fazer aquele papel e garantiu estar apenas a cumprir ordens superiores. À pergunta sobre o que estávamos a fazer, respondemos aos polícias: "a exercer a liberdade de expressão num país democrático". Parece que já não é, mas esqueceram-se de nos comunicar previamente. Graças a deus que há polícia para nos avisar das ordens do governo da troika.» - Nuno Ramos de Almeida, no Facebook.

Vagamente relacionado: A Associação de Oficiais das Forças Armadas advertiu, esta segunda-feira, que "as tensões sociais poderão culminar em justos protestos" e que, "no que de si depender", os militares não serão "um instrumento de repressão sobre os concidadãos". Num comunicado, a AOFA diz que existe "um mal-estar transversal à sociedade em geral", devido a medidas com "trágicos efeitos" sobre os cidadãos e manifesta "inteira solidariedade para com todos os portugueses que sofrem o peso dos enormes sacrifícios".

Ainda mais vagamente: Paul Krugman não percebe a "paixão europeia" pela austeridade e considera que os defensores destas políticas estão a parecer cada vez mais "insolentes e delirantes".  "A vontade de prosseguir uma austeridade sem limites é o que define a respeitabilidade nos círculos políticos europeus. E isso seria óptimo se as políticas de austeridade estivessem efectivamente a funcionar - mas não estão". "As nações que impuseram políticas de austeridade severas sofreram crises económicas profundas; quanto mais severa a austeridade, mais profunda foi a recessão. E na verdade, esta relação tem sido tão forte que o próprio Fundo Monetário Internacional, num impressionante mea culpa, admitiu que havia subestimado os danos infligidos pela austeridade", sustenta o economista norte-americano. Enquanto isso, a austeridade não serviu sequer para as nações atingirem as metas de redução dos encargos com a dívida, prossegue Krugman. "Em vez disso, esses países viram o rácio da dívida em relação ao PIB subir, devido à contracção das economias", salienta, destacando o facto de a taxa de desemprego estar a galopar.

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