quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A espiral dos sucessos


Portugal fechou 2012 com um "stock" de dívida pública directa de 194.519 milhões de euros, um aumento de 19.628 milhões de euros (ou 11,2%), o segundo maior aumento da década, notou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental na sua nota mensal de análise à dívida pública. De acordo com os cálculos da UTAO, o Governo conta mesmo com os dois recordes da última década, visto que o valor de 2012 só é superado pelo registo do ano anterior, no qual partilhou a gestão dos cofres públicos com o Governo PS de José Sócrates. Há meia dúzia de anos que andamos a fazer sacrifícios em nome do abrandamento de uma dívida que, com carradas de "responsabilidade" e de "sentido de Estado",  nunca mais parou de aumentar e a um ritmo cada vez mais acelerado desde que a austeridade foi adoptada como política oficial do país. Iremos de mal a pior enquanto o processo de ajustamento continuar a obter sucessos tão retumbantes no aumento exponencial da dívida e na espiral recessiva que está a destruir o país. O Governo tem que sair de cena, mas a austeridade também. E não existe "austeridade inteligente", como defendem alguns palermas para justificarem que são alternativa. O contrário de austeridade nunca será austeridade.


Vagamente relacionado: o que espera Mourinho para daqui a 20 anos? “Por favor, que se tenha acabado com a máquina fiscal injusta e cega que castiga tudo e todos e que transforma uma vida em luta pela sobrevivência”, apela o treinador, num depoimento feito para a TVI, que pediu a várias personalidades um desejo para as próximas duas décadas. No depoimento divulgado pela Lusa, Mourinho expressa ainda o desejo de “conhecer uma sociedade onde as pessoas sejam reconhecidas pelos seus méritos, onde as oportunidades não sejam elitistas, onde os políticos sejam eleitos por competência, e não por aparelhos partidários, onde todos sintamos que quem governa governa a pensar nos outros e não em si próprio”.

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Portugal fechou 2012 com um "stock" de dívida pública directa de 194.519 milhões de euros, um aumento de 19.628 milhões de euros (ou 11,2%), o segundo maior aumento da década, notou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental na sua nota mensal de análise à dívida pública. De acordo com os cálculos da UTAO, o Governo conta mesmo com os dois recordes da última década, visto que o valor de 2012 só é superado pelo registo do ano anterior, no qual partilhou a gestão dos cofres públicos com o Governo PS de José Sócrates. Há meia dúzia de anos que andamos a fazer sacrifícios em nome do abrandamento de uma dívida que, com carradas de "responsabilidade" e de "sentido de Estado", nunca mais parou de aumentar e a um ritmo cada vez mais acelerado desde que a austeridade foi adoptada como a política oficial do país. Iremos de mal a pior enquanto o processo de ajustamento continuar a obter sucessos tão retumbantes no aumento exponencial da dívida e na espiral recessiva que está a destruir o país. O Governo tem que sair de cena, mas a austeridade também.