quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Solidariedade"

Para além da sobretaxa baptizada "de solidariedade" de 3,5%, que  é um autêntico absurdo que abranja cidadãos que deveriam ser prioridade dessa solidariedade, os cidadãos portadores de deficiência vão ter mais encargos fiscais com as novas regras do IRS. A associação de deficientes denuncia casos em que a retenção na fonte triplica e lamenta que cidadãos mais vulneráveis, que suportam elevados encargos com despesas decorrentes da deficiência de que são portadores, sejam sujeitos a mais impostos.
Este processo de perda de direitos em sede fiscal, recordemo-lo, teve início em 2007, ainda durante o primeiro Governo de José Sócrates, tendo este blogue participado activamente numa série de iniciativas para impedi-lo. Porque as reacções da sociedade a este ensaio do que veio depois em força e para todos ficaram aquém do exigível para alcançar tal objectivo, o Governo avançou mesmo, na altura prometendo compensar com um aumento de verbas destinadas à promoção do emprego deste universo populacional, que então já registava uma taxa de desemprego acima dos 75%, ao financiamento das ajudas técnicas, caríssimas na maior parte dos casos, indispensáveis para ultrapassar ou minimizar limitações físicas no exercício de uma profissão e apoios vários relacionados com problemas de saúde. Nunca mais ninguém viu essas promessas concretizadas, antes pelo contrário.
Porém, hoje, ouvimos a voz de alguém a acusar o Governo de ter tido um acesso de fúria fiscal de um dia para o outro e nas costas dos portugueses. Quem? Um Deputado precisamente Do Partido Responsável Pelo Acesso De Fúria Fiscal Anterior que deixou os deficientes portugueses mais sozinhos no pagamento de despesas que os restantes cidadãos felizmente não têm que enfrentar. Esteve muito bem, acho eu.


1 comentário:

fb disse...

Para além da sobretaxa baptizada "de solidariedade" de 3,5%, que é um autêntico absurdo que abranja cidadãos que deveriam ser prioridade dessa solidariedade, os cidadãos portadores de deficiência vão ter mais encargos fiscais com as novas regras do IRS. A associação de deficientes denuncia casos em que a retenção na fonte triplica e lamenta que cidadãos mais vulneráveis, que suportam elevados encargos com despesas decorrentes da deficiência de que são portadores, sejam sujeitos a mais impostos.