sábado, 12 de janeiro de 2013

Seis cidadãos tiveram que fazer de Ministério Público


Seis professores do movimento “Em Defesa da Escola Pública do Oeste” entregaram esta semana no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) uma queixa pedindo que sejam investigados os “indícios de corrupção” em torno do financiamento a colégios do grupo GPS, o maior grupo privado de escolas com contratos de associação no país. “Existem fortes indícios de que dinheiros públicos na ordem dos milhões de euros (pertencentes a todos nós, contribuintes) têm sido entregues ao longo dos últimos anos a colégios privados para serem aplicados no ensino, segundo critérios altamente lesivos para os interesses patrimoniais do Estado”, refere o documento, a que o PÚBLICO teve acesso. O grupo GPS foi recentemente o protagonista da reportagem da TVI aqui divulgada no mês passado, que aproveitamos para republicar como ilustração deste post. Vale a pena prestar-lhe toda a atenção para ter uma ideia de mais este roubo acima das nossas possibilidades que este grupo de cidadãos se encarregou de levar a uma Justiça cujas cumplicidades a empurram para o sacrifício de não ver televisão. O crime em causa é um crime público. O Ministério Público mais uma vez não actuou.

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