segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Se o Pedro garante, está garantido


Os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda entregarão hoje mais um pedido de fiscalização ao Orçamento do Estado. O primeiro-ministro aproveitou o momento proporcionado por uma espécie de cidadãos que ainda lhe cantam as janeiras para regressar ao discurso do Pontal, referindo-se a 2013 como "um período difícil que estamos a completar" que permite ver "a luz ao fundo do túnel". O apelo não poderia ser mais claro: se corrermos rapidamente até à chaminé, temos como garantido  presenciar um fenómeno tão raro como ainda ver as pernas do Pai Natal a escapulir-se para nova missão. Garantia de Primeiro-ministro.

Vagamente relacionado: Os trabalhadores e pensionistas portugueses terão este ano a carga fiscal mais elevada quando comparada com os cinco países mais ricos da Europa. E o fosso entre os contribuintes é ainda mais visível nos reformados, de acordo com um estudo da consultora da KPMG.

Ainda mais vagamente: Na véspera da entrada em vigor do “enorme aumento de impostos”, os partidos do governo conseguem aumentar os seus níveis de apoio popular, segundo os dados do barómetro i/Pitagórica. O PSD, que tinha atingido os 26,9% em Novembro, recupera para os 29%. Quanto ao CDS, que tinha estado nos 8,3% em Outubro, subindo em Novembro para os 9,8%, consegue agora ultrapassar a simbólica fasquia dos dois dígitos, atingindo os 11,4%.

3 comentários:

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Os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda entregarão hoje mais um pedido de fiscalização ao Orçamento do Estado. O primeiro-ministro aproveitou o momento proporcionado por uma espécie de cidadãos que ainda lhe cantam as janeiras para regressar ao discurso do Pontal, referindo-se a 2013 como "um período difícil que estamos a completar" que permite ver "a luz ao fundo do túnel". O apelo não poderia ser mais claro: se corrermos rapidamente até à chaminé, temos como garantido presenciar um fenómeno tão raro como ainda ver as pernas do Pai Natal a escapulir-se para nova missão. Garantia de Primeiro-ministro.

Gi disse...

Se as pessoas estão a viver pior e com mais angústia, só consigo entender esse maior apoio aos partidos do desgoverno por os da oposição não convencerem, ou antes, convencerem cada vez menos. Talvez fosse bom perguntarem(-se) porquê.
Ou acham realmente que o masoquismo se generalizou neste país?

Filipe Tourais disse...

Gi, isto a política é mais ou menos como a informática. Toda a gente sabe que os produtos microsoft são uma porcaria: quando, e se este quando acontece, se convencem a usar um programa não microsoft, ao mínimo problema voltam à microsoft, como se a microsoft não tivesse esse e muitos outros problemas. O grau de exigência com prdutos microsoft e não microsoft, a exigência com as alternativas e com os partidos ditos de poder são muito diferentes.