terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Olha quem é ele


Gostei muito de saber que o eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo questionou hoje a Comissão Europeia sobre o memorando de assistência a Portugal, nomeadamente se Bruxelas corrobora a ideia do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que o impacto de algumas medidas foi subestimado. Nuno Melo fez o que o Governo não fez e devia fazer, confrontar a Comissão com a tragédia em que resultou  o programa de assistência financeira a Portugal. Falta-lhe agora fazer o mesmo ao Governo português, para logo a seguir confrontar-se a si próprio com o que tem defendido. É que este camarada também foi dos tais que, com a boca cheia de larachas que falam em responsabilidade e sentido de Estado,  sempre disse que a austeridade era a única saída para Portugal e que depois dos sacrifícios viria um paraíso que resultou no pior dos infernos. O mínimo que alguém tão responsável e com tão tremendo sentido de Estado poderia exigir de si próprio seria a retratação pública. E depois pensar se tem mesmo jeito para a coisa ou se é como qualquer ceguinho daqueles que se deixam levar pelas "certezas" dos Nunos Melos desta vida. Parecendo que não, houve centenas de milhar de pessoas que viram as suas vidas desfeitas por esta brincadeira de meninos com a mania que sabem.


Vagamente relacionado: o líder do CDS-PP e uma das cabeças da coligação governamental, Paulo Portas, considera que é “evidente” que existem “na sociedade portuguesa certos sintomas de desalento e de desânimo que é preciso contrariar com sensibilidade”. Dizem os que lá estavam quando disse isto que por pouco não desatou a chorar.

Sem comentários: