sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O herói do dia

Gostei de ver o nome de António José Seguro na lista de subscritores do pedido de fiscalização sucessiva do OE 2013 que o PS decidiu apresentar sozinho ao Tribunal Constitucional. Talvez o pessoal se esqueça que, faz agora um ano, o mesmo herói condenou publicamente e prometeu processos disciplinares aos deputados do seu partido que se juntaram aos deputados do Bloco de Esquerda para juntos apresentarem idêntico pedido, ao qual o Tribunal Constitucional deu razão. Talvez se esqueçam também que essa declaração de inconstitucionalidades do OE 2012 incluiu a exposição pública da colaboração do mesmo António José Seguro com o Governo na promoção de uma constitucionalidade falsa ao roubo de subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos, uma colaboração tão empenhada ao ponto de ter tentado coagir os deputados atrás referidos a não assinarem o pedido através de todos os meios ao seu dispor. Sobretudo, aprecio muito o facto de, depois da insistência de Bloco de Esquerda e PCP, que convidaram publicamente o PS para a apresentação conjunta de um pedido de fiscalização sucessiva do OE 2013, o seu PS tenha decidido avançar sozinho para uma iniciativa que reunia o maior consenso que é possível obter à esquerda, aliás, um consenso absoluto. Seguro não costuma ser tão claro: a esquerda que não conte com o seu PS para aquela convergência alargada que para muitos foi a luzinha ao fundo do túnel das suas esperanças. Apagou-se. O sectarismo extinguiu-a na primeira oportunidade.

(editado)

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Gostei de ver o nome de António José Seguro na lista de subscritores do pedido de fiscalização sucessiva do OE 2013 que o PS decidiu apresentar sozinho ao Tribunal Constitucional. Talvez o pessoal se esqueça que, faz agora um ano, o mesmo herói condenou publicamente e prometeu processos disciplinares aos deputados do seu partido que se juntaram aos deputados do Bloco de Esquerda para juntos apresentarem idêntico pedido, ao qual o Tribunal Constitucional deu razão. Talvez se esqueçam também que essa declaração de inconstitucionalidades do OE 2012 incluiu a exposição pública da colaboração do mesmo António José Seguro com o Governo na promoção de uma constitucionalidade falsa ao roubo de subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos, uma colaboração tão empenhada ao ponto de ter tentado coagir os deputados atrás referidos a não assinarem o pedido através de todos os meios ao seu dispor. Sobretudo, aprecio muito o facto de, depois da insistência de Bloco de Esquerda e PCP, que convidaram publicamente o PS para a apresentação conjunta de um pedido de fiscalização sucessiva do OE 2013, o seu PS ter decidido avançar sozinho para uma iniciativa que reunia o maior consenso que é possível obter à esquerda, aliás, um consenso absoluto. Seguro não costuma ser tão claro: a esquerda que não conte com o seu PS para aquela convergência alargada que para muitos foi a luzinha ao fundo do túnel das suas esperanças. Apagou-se.