segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Gostei de ler: "Uma imagem que explica tudo"


«Esta imagem explica eloquentemente a retórica da direita neoliberal com uma clareza espantosa.  Eles não se calam, sempre com a palavra liberdade entre os dentes, vão da Ayn Rand para o Hayek e voltam, citam filósofos, metem o Adam Smith e o John Locke em todos os argumentos, mas no fim do dia o que está em causa é um ataque concertado à democracia e à classe média que a sustenta.
Os miseráveis vão sempre ser de direita, como têm sido desde o neolítico: querem é bola e Fátima e fado, e serão sempre os primeiros a fazer fila para se alistarem, lutarem e morrerem por reis e por cardeais, pela indústria do petróleo e pela do alumínio.
 Os inimigos da cleptocracia são a classe média.  São as pessoas que lêem livros e jornais e têm aspirações de liberdade, civilização, transparência, justiça, cultura, democracia, paz, sustentabilidade, os que querem deixar um mundo decente aos filhos e aos netos: os que se gostavam de ver representados nos parlamentos e nos governos.» – Filipe Castro, no EsquerdaRepublicana.

3 comentários:

arménio pereira disse...

Talvez seja verdade... Onde pára então essa classe média portuguesa (terá alguma vez existido?)
Mais: o que estará essa classe média disposta a fazer para concretizar tais aspirações?

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Nem todos os miseráveis são de direita, mas muitos são-no (presumo que o Filipe se está a referir aos trabalhadores mal pagos, aos precários e aos desempregados involuntários). Só não sei se serão sempre de direita. Trazê-los em número significativo para a esquerda será sempre uma tarefa difícil, mas espero que não seja impossível.

Filipe Tourais disse...

Ser de direita não é um acto sempre consciente. "Os políticos são todos iguais" é miserável e tem favorecido a direita, como facilmente se comprova. É claro que em tudo há excepções, aqui também. Haverá miseráveis que lá calha serem de esquerda.