sábado, 12 de janeiro de 2013

Os gregos permitiram-no, mas nós não vamos permiti-lo, pois não?


O que é que vem a seguir a séries sucessivas de novos impostos, mesmo  depois do desmantelamento do Estado social? O de sempre. O Parlamento grego aprovou na madrugada deste Sábado mais uma série de novos impostos acordada com os credores internacionais pelo centrão lá do sítio. As medidas incluem uma taxa de 42% para todos os gregos que ganhem mais de 42 mil euros por ano e novos impostos para os lucros empresariais e até para os agricultores.

Esta nova série de impostos surge na mesma semana em que foram divulgados novos dados desastrosos para o país. A taxa de desemprego na Grécia subiu para 26,8% em Outubro, 1% em apenas um mês, de acordo com os números avançados nesta quinta-feira pelo gabinete nacional de estatísticas grego. Este valor representa um aumento de 7,1 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2011, altura em que foi registada uma taxa de desemprego de 19,7%, e coloca  a Grécia como campeã do desemprego na Europa, ultrapassando a Espanha. Ao todo, a taxa corresponde a 1,3 milhões de desempregados, mais 368 mil do que em 2011.

  • Vagamente relacionado: O ex-presidente do PSD-Açores, Mota Amaral, afirmou este sábado que “Portugal está assustado”, defendendo que "há alertas que é preciso deixar no momento certo e na hora certa, e que existem “outros caminhos que é preciso apontar” para que “não nos fixemos numa espécie de corrida louca para o abismo”.

5 comentários:

Anónimo disse...

Sabe, por vezes esmoreço quando vejo os resultados de sondagens como os da sondagem Expresso/SIC em que os portugueses inquiridos manifestam a intenção de votar nos mesmos de sempre ("os partidos do arco da governação" têm, salvo erro mais de 50% das intenções de voto nessa sondagem), mesmo depois de tudo o que está a acontecer.

É caso para dizer bardamerda. Depois de tudo isto ainda não aprenderam?! Pois se assim é, não se queixem. Desenrasquem-se! Agora é o cada um por si.

Tem toda a pertinência a pergunta que intitula o post, quando pergunta o que pergunta e a forma como o faz, pois pergunta duvidando.

Penso que os portugueses irão permiti-lo infelizmente, dando razão a um tal de Ulrich que dizia: "Ah eles aguentam, aguentam...". Pelos vistos parece que sim.

Kruzes Kanhoto disse...

Até onde será necessário o país se afundar para esta gente perceber que vai pelo caminho errado?! E o pior é que nem as ideias que surgem dentro dos partidos da maioria são levadas em conta...Como o caso daquele deputado que sugeriu equipar as dividas ao BPN às dividas às finanças e segurança social.

Filipe Tourais disse...

Somos nós, os cidadãos inconformados porque informados que temos que dar força À mudança que se torna cada vez mais urgente. Cabe-nos passar a palavra que os órgãos de comunicação social tentam por todos os meios diluir na mensagem de conformismo irreversível dessas sondagens. Não podemos desistir.

Filipe Tourais disse...

Pois, ele sugeriu a equiparação dos roubos do BPN às dívidas à Segurança Social porque isso é impossível e fica-lhe bem sugeri-lo. O que eles não querem é que aquilo seja julgado pelo crime que é e chutam umas ideias populares para desviarem quem os ouve daquilo que os preocupa.

Zuruspa disse...

É caso para dizer que o careca de bigodinho à chibo tinha razäo, quando afirmava que teria de haver uma "vanguarda esclarecida" para atear a faísca da mudança... pois em Portugal a maioria bacoca continua a querer mais do mesmo Centräo, por mais fustigado que seja por ele! Quanto mais lhes bate mais eles gostam do Centräo!