quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Conta-nos como foi


As acções de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da Zon, juntamente com activos em Angola, “elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes. A fortuna desta senhora fez-se em duas cleptocracias. Na dos diamantes de sangue e do petróleo desviados do povo angolano directamente para os bolsos da família e amigos do Presidente José Eduardo dos Santos e na cleptocracia do carnaval dos milhões desviados dos bolsos dos portugueses directamente para os seus bolsos. Só para o BPI foram 1500 milhões. E ao BPN, que custou aos portugueses para cima de 6 mil milhões de euros, a sua sociedade comprou-o por 40 milhões, quando o Governo português detinha em sua posse avaliações nenhuma delas inferior a 100 milhões de euros. A RTP  vem jáa seguir. Isabel dos Santos não faz negócios em nenhum país da Europa. A origem da sua fortuna é conhecida e a vergonha que desperta fecha-lhe as fronteiras.  Em Portugal, niguém pergunta de onde lhe vem o dinheiro. É sempre  bem-vinda.

1 comentário:

fb disse...

As acções de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da Zon, juntamente com activos em Angola, “elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes. A fortuna desta senhora fez-se em duas cleptocracias. Na dos diamantes de sangue e do petróleo desviados do povo angolano directamente para os bolsos da família e amigos do Presidente José Eduardo dos Santos e na cleptocracia do carnaval dos milhões desviados dos bolsos dos portugueses directamente para os seus bolsos. Só para o BPI foram 1500 milhões. E ao BPN, que custou aos portugueses para cima de 6 mil milhões de euros, a sua sociedade comprou-o por 40 milhões, quando o Governo português detinha em sua posse avaliações nenhuma delas inferior a 100 milhões de euros. A RTP diz-se que vem já a seguir.