quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Aulas práticas sobre voto útil: sacrifícios/facilidades

O Governo injectou 1100 milhões de euros num banco avaliado em 570 milhões, sem quaisquer garantias de reaver o dinheiro e sem exigir o controlo da sua administração. Nem que fosse uma compra, e não é, seria um péssimo negócio. Como diz o deputado Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, a nacionalização na versão PSD-CDS é uma expropriação do dinheiro dos contribuintes em valor equivalente ao do confisco do subsídio retirado a todos os funcionários públicos e um pouco menor do que aquele que será obtido com a sobretaxa de solidariedade, reconfirmamos com quem: vão novamente direitinhos para um sector que nos últimos meses de 2012 obteve 8.800 milhões de euros do BCE a 1% alegadamente para ceder crédito à economia e acabou por destiná-los à compra de 6.600 milhões de euros em títulos da dívida remunerados a um juro 4, 5, 7 vezes mais alto do que aquele que pagaram ao BCE e que, para variar, serão os contribuintes portugueses a pagar. A banca é quem mais ordena, como não poderia deixar de ser num país onde o PSD, mesmo depois de um ano e meio a roubar à fartazana, continua  a registar mais do triplo das intenções de voto atribuídas a cada um dos partidos que sempre lutaram ao lado dos cidadãos contra o esbulho que sobrevive graças à falta de deputados que os portugueses insistem em não eleger.

Sem comentários: