quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Atravessamos uma crise terrível? Não pense nisso


Os Bancos e outros especuladores que compraram títulos da dívida portuguesa tiveram uma rendibilidade excepcional: 57% no ano de 2012, a mais alta da Europa, segundo o ranking elaborado pela agência de informações económicas Bloomberg, em conjunto com a EFFAS – European Federation of Financial Analysts Societies. Em segundo lugar aparecem os títulos da dívida irlandesa, que renderam 29,3%, seguindo-se a Itália (+20,75%), a Bélgica (+16,6%) e a Áustria (10,5%). Os bancos portugueses foram os principais beneficiados deste retorno, porque compraram muitos títulos no mercado. Com rendibilidades como estas, abandonar o beco sem saída da austeridade e levantar a proibição que impede o BCE de ceder liquidez aos Estados sem a intermediação do parasitismo financeiro seria matar esta galinha dos ovos de ouro. E fazer chegar o crédito à economia seria correr riscos desnecessários sem o retorno garantido por este jogo que transforma a pobreza que semeia no pormenor mais irrelevante para quem enriquece a bom enriquecer. Atravessamos uma crise terrível? Não pense nisso.

Vagamente relacionado: No espaço de um ano, as sete maiores fortunas em Portugal cresceram 1,54 mil milhões de euros, o equivalente a um aumento de 13%. Entre o final de 2011 e o final de 2012, as maiores fortunas portuguesas passaram de 11,61 mil milhões para 13,15 mil milhões de euros.

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Os Bancos e outros especuladores que compraram títulos da dívida portuguesa tiveram uma rendibilidade excepcional: 57% no ano de 2012, a mais alta da Europa, segundo o ranking elaborado pela agência de informações económicas Bloomberg, em conjunto com a EFFAS – European Federation of Financial Analysts Societies. Em segundo lugar aparecem os títulos da dívida irlandesa, que renderam 29,3%, seguindo-se a Itália (+20,75%), a Bélgica (+16,6%) e a Áustria (10,5%). Os bancos portugueses foram os principais beneficiados deste retorno, porque compraram muitos títulos no mercado. Com rendibilidades como estas, abandonar o beco sem saída da austeridade e levantar a proibição que impede o BCE de ceder liquidez aos Estados sem a intermediação do parasitismo financeiro seria matar esta galinha dos ovos de ouro. E fazer chegar o crédito à economia seria correr riscos desnecessários sem o retorno garantido por este jogo que transforma a pobreza que semeia no pormenor mais irrelevante para quem enriquece a bom enriquecer. Atravessamos uma crise terrível? Não pense nisso.