quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ao serviço dos generais


Bárbara Bulhosa, responsável da editora Tinta-da-China, que publicou o livro do jornalista e activista angolano Rafael Marques Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola, foi esta quinta-feira constituída arguida no processo-crime que generais e empresas angolanas abriram contra o autor, por difamação e injúria. A liberdade de expressão entra numa nova fase na qual a Justiça portuguesa se põe ao lado do regime facínora de José Eduardo dos Santos e dos seus generais na nobre missão de intimidar e silenciar quem ouse denunciar os seus crimes contra a humanidade. Que honra suprema servir tão sinistras personagens. Que vergonha imensa para todos nós. 

2 comentários:

Mariposa Colorida disse...

É mesmo uma grande vergonha!

OLima disse...

Não é por mero acaso ou má vontade que o relatório da Amnistia Internacional de 2012 em relação a Angola
http://www.amnistia-internacional.pt/files/relatorioanual/RA_2012/Angola_2012.pdf
começa assim: “As autoridades restringiram a liberdade de expressão por meio do uso excessivo da força, de prisões e detenções arbitrárias e de ações penais. O uso de força excessiva pela polícia resultou em mortes. Os jornalistas enfrentaram crescentes restrições, sendo dois deles julgados e condenados por difamação devido a artigos críticos que escreveram. “