terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O desplante segue dentro de momentos


Ainda nem há 12 horas, a propósito da atribuição de uma medalha de honra militar a um dos muitos Ali Babás que se passeiam impunemente pela nossa cleptocracia, a um que ainda por cima tem no curriculum um par de tabefes dados naquele focinho como correctivo por um militar ofendido por uma das suas habituais incontinências verbais (nessa sugeriu qualquer coisa parecida aos militares serem uma cambada de maricas), escrevi que um destes dias também  Dias Loureiro ou o sócio Constâncio teriam a sua condecoração pelos relevantíssimos serviços prestados à Nação. E aqui está uma aproximação: um dos arguidos do processo de contra-ordenação movido pela CMVM aos ex-gestores do BCP fez ontem, na última sessão do julgamento do recurso, uma declaração surpreendente. Miguel Magalhães Duarte, um dos nove acusados pela CMVM, deixou a audiência de boca aberta quando revelou ao juiz que o ex-director do banco, Miguel Namorado Rosa, era, desde ontem, o novo director do departamento de supervisão da instituição liderada por Carlos Tavares. Namorado Rosa assumiu em tribunal ter criado cinco das 17 ‘offshores' que estão na base da acusação da CMVM de "prestação de informação falsa ao mercado". O descaramento segue dentro de momentos.


1 comentário:

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Ainda nem há 12 horas, a propósito da atribuição de uma medalha de honra militar a um dos muitos Ali Babás que se passeiam impunemente pela nossa cleptocracia, a um que ainda por cima tem no curriculum um par de tabefes dados naquele focinho como correctivo por um militar ofendido por uma das suas habituais incontinências verbais (nessa sugeriu qualquer coisa parecida aos militares serem uma cambada de maricas), escrevi que um destes dias também Dias Loureiro ou o sócio Constâncio teriam a sua condecoração pelos relevantíssimos serviços prestados à Nação. E aqui está qualquer coisa de parecido: um dos arguidos do processo de contra-ordenação movido pela CMVM aos ex-gestores do BCP fez ontem, na última sessão do julgamento do recurso, uma declaração surpreendente. Miguel Magalhães Duarte, um dos nove acusados pela CMVM, deixou a audiência de boca aberta quando revelou ao juiz que o ex-director do banco, Miguel Namorado Rosa, era, desde ontem, o novo director do departamento de supervisão da instituição liderada por Carlos Tavares. Namorado Rosa assumiu em tribunal ter criado cinco das 17 ‘offshores' que estão na base da acusação da CMVM de "prestação de informação falsa ao mercado". O descaramento segue dentro de momentos. Quase me tentei novamente a sugerir o Vale e Azevedo para dirigir as privatizações, mas depois pensei elhor e lembrei-me que já lá estão o Relvas e o Borges. O Vale e Azevedo está preso, é um menino se comparado com tanta arte concentrada em duas pessoas só. Talvez apenas para o Banco de Portugal, sei lá eu. Já não sei nada.