terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A fase da incerteza (o povo da incerteza)


O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou o recurso interposto pelo presidente da Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), confirmando assim a perda de mandato do autarca, indica um acórdão publicado nesta terça-feira no site daquele tribunal. Entramos, assim, naquela fase de incerteza quanto ao cumprimento da decisão do tribunal. Isaltino Morais, recorde-se, foi condenado a dois anos de pena de prisão efectiva e,  esgotados todos os recursos possíveis e impossíveis, continua numa liberdade tão plena que, faz hoje dois meses, pôde embarcar para o Gabão diante das barbas da Polícia Judiciária, impotente para impedir o embarque para aquele país sem acordo de extradição com Portugal por ainda não ter havido um juiz que se lembrasse de emitir o mandato de captura respectivo.

As eleições autárquicas são no final deste ano. Até lá, Macário e Isaltino competem com o calendário, o de Faro para terminar o mandato em beleza, o de Oeiras para que chegue o dia de santa prescrição e da aclamação dos munícipes que o reelegeram apesar da condenação em primeira instância. O julgamento judicial estava feito, mas contou tanto para o julgamento político que os oeirenses recusaram fazer como o roubo com trinta e tantos anos que todos andamos a pagar contará quando formos novamente chamados a votos para escolhermos os nossos representantes no parlamento: nada. A culpa é dos políticos, ouve-se e lê-se por aí. Os portugueses são um povo engraçado.

2 comentários:

Anónimo disse...

Vivó Viva Vivó viva
Há quem chame a isto democracia
... e mais dizem que enquanto a setença não transitar em julgado... presume-se que o biltre é inocente.
Uma vergonha
Estas aves de rapina espalham-se por todos os lados.
Abutres

Andorinha

Filipe Tourais disse...

Mas já transitou em julgado. Não há mais recursos possíveis nem impossíveis.