domingo, 30 de dezembro de 2012

Onde está o desenvolvimento? Descubra as diferenças


1. O presidente boliviano, Evo Morales, decretou no sábado a nacionalização de duas empresas de distribuição de electricidade da espanhola Iberdrola, devido, segundo alegou, à diferença de preços cobrados entre a zona urbana e a rural. De acordo com jornal espanhol El País, Morales considera que a nacionalização, que implicou a ocupação das instalações das empresas por parte de forças militares, vai “garantir o direito humanitário à electricidade” por parte das populações rurais. "Somos obrigados a tomar este passo para que as tarifas de electricidade sejam uniformizadas”, referiu Morales numa cerimónia que decorreu no palácio presidencial, citado pela AFP. Conforme descreve o El País, as zonas rurais pagam o equivalente a mais 0,10 euros por cada Kilowatt hora (kWh), além do serviço ser mais irregular.

2. O mercado regulado de electricidade termina no dia 31 de Dezembro. Os consumidores domésticos têm um período transitório de três anos (ou seja, até ao final de 2015) para escolher o seu novo fornecedor de luz no mercado livre. Quem queira continuar no mercado regulado será sujeito a um aumento de 2,8% na sua factura no primeiro trimestre. Caso continue sem negociar um novo contrato no mercado livre, essa «multa» será revista de três em três meses até 31 de Dezembro de 2015 pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Neste momento, há cerca de 4,6 milhões de consumidores domésticos que continuam no mercado regulado e que começam a sentir pressão para fazer a mudança. O  mercado liberalizado apresenta propostas mais interessantes na tarifa simples, mas a tarifa bi-horária da EDP, que apenas existe no mercado regulado, aquele que vai desaparecer, é a que permite maior poupança: 117 euros por ano. Quando o mercado regulado desaparecer, acontecerá o mesmo com a electricidade que aconteceu com os combustíveis: aumentos atrás de aumentos, ao sabor da vontade de enriquecer de quem vende.

3. Portugal deixou de ter processos de contencioso na Comissão Europeia devido à qualidade da água da torneira, depois de ter sido arquivado o último caso, de 1999 e 2000, disse o presidente da entidade reguladora do sector. “É o claro reconhecimento de que a água da torneira em Portugal é segura e atingiu padrões de qualidade ao nível do que há de melhor na Europa graças a um grande esforço, nomeadamente das entidades prestadoras destes serviços”, salientou. Um grande esforço que custou milhões aos contribuintes e aos consumidores. Criadas as condições, a água será agora privatizada e as tarifas aumentadas na medida do apetite dos novos donos. Valeu a pena o sacrifício.

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1. O presidente boliviano, Evo Morales, decretou no sábado a nacionalização de duas empresas de distribuição de electricidade da espanhola Iberdrola, devido, segundo alegou, à diferença de preços cobrados entre a zona urbana e a rural. De acordo com jornal espanhol El País, Morales considera que a nacionalização, que implicou a ocupação das instalações das empresas por parte de forças militares, vai “garantir o direito humanitário à electricidade” por parte das populações rurais. "Somos obrigados a tomar este passo para que as tarifas de electricidade sejam uniformizadas”, referiu Morales numa cerimónia que decorreu no palácio presidencial, citado pela AFP. Conforme descreve o El País, as zonas rurais pagam o equivalente a mais 0,10 euros por cada Kilowatt hora (kWh), além do serviço ser mais irregular.