terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O verdadeiro problema dos problemas

Ao mesmo tempo que diz que “a adequação das prestações do Estado para aquilo a que a sociedade portuguesa está disposta a pagar” é o “problema político mais urgente” do momento, Vítor Gaspar fala do serviço da dívida que hoje absorve as contribuições com as quais a sociedade portuguesa antes financiava o Estado social hoje pintado pelo Ministro das Finanças como o problema dos problemas. O problema dos problemas seria este absurdo que está muito para além daquilo que a economia portuguesa poderia suportar. Mas Vítor Gaspar refere-se à extensão a Portugal das mesmas condições da recente reformulação do resgate grego como uma ninharia da qual apenas retiraríamos benefícios na ordem dos 10 milhões de euros em 2013 e 20 milhões em cada um dos anos seguintes. \Vítor Gaspar diz que esta é a única parte mensurável da reformulação do resgate grego, mas, para além da redução desta parcela de comissões financeiras, os gregos beneficiarão ainda de extensões nos prazos para a redução de dívida e prorrogações no pagamento de juros, simultaneamente a poupança e a folga orçamental que permitiriam financiar o Estado social que este Governo anda entretido a liquidar. Por outras palavras, os mesmos milhões que pesam se utilizados para melhorar a vida das pessoas são leves como uma pluma se direccionados directamente para os bolsos dos agiotas amigos do alheio para os quais este e o anterior Governo nos puseram a trabalhar. O problema dos problemas não é o Estado Social. São eles: Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas e, se quisermos falar em mortos, José Sócrates e Teixeira dos Santos. Que terrível seria se as condições do nosso resgate fossem ajustadas à nossa capacidade de o pagar. Os coveiros do nosso Estado social ficariam com a obra por terminar. Para eles e respectivas clientelas a enriquecer com o desmantelamento , este é que é o  verdadeiro problema dos problemas.

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Ao mesmo tempo que diz que “a adequação das prestações do Estado para aquilo a que a sociedade portuguesa está disposta a pagar” é o “problema político mais urgente” do momento, Vítor Gaspar fala do serviço da dívida que hoje absorve as contribuições com as quais a sociedade portuguesa antes financiava o Estado social hoje pintado pelo Ministro das Finanças como o problema dos problemas. O problema dos problemas seria este absurdo que está muito para além daquilo que a economia portuguesa poderia suportar. Mas Vítor Gaspar refere-se à extensão a Portugal das mesmas condições da recente reformulação do resgate grego como uma ninharia da qual apenas retiraríamos benefícios na ordem dos 10 milhões de euros em 2013 e 20 milhões em cada um dos anos seguintes. \Vítor Gaspar diz que esta é a única parte mensurável da reformulação do resgate grego, mas, para além da redução desta parcela de comissões financeiras, os gregos beneficiarão ainda de extensões nos prazos para a redução de dívida e prorrogações no pagamento de juros, simultaneamente a poupança e a folga orçamental que permitiriam financiar o Estado social que este Governo anda entretido a liquidar. Por outras palavras, os mesmos milhões que pesam se utilizados para melhorar a vida das pessoas são leves como uma pluma se direccionados directamente para os bolsos dos agiotas amigos do alheio para os quais este e o anterior Governo nos puseram a trabalhar. O problema dos problemas não é o Estado Social. São eles: Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas e, se quisermos falar em mortos, José Sócrates e Teixeira dos Santos. Que terrível seria se as condições do nosso resgate fossem ajustadas à nossa capacidade de o pagar. Os coveiros do nosso Estado social ficariam com a obra por terminar. Para eles, este é que é o verdadeiro problema dos problemas.