quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Da longa série "histórias da nossa terra"


Era uma vez um negócio que ainda nem tinha instalações e já tinha clientes assegurados. Era uma vez um negócio que, apesar de oferecer um produto de pior qualidade do que o oferecido pela concorrência, conseguiu vendê-lo a um preço mais alto. Era uma vez um negócio que, longe de responder a uma procura que não encontrava uma oferta que a satisfizesse, contou com a gentil colaboração da própria concorrência para lhe ceder uma selecção dos melhores clientes, clientes que depois lhe faltaram para maximizar a rentabilização de investimentos passados e dos seus recursos humanos, assim tornados ociosos.

Reparem bem na sorte:  conseguir um lugar ao sol num mercado onde a oferta já excede a procura , oferecendo um produto de pior qualidade e a um preço mais elevado do que a concorrência. Isto contraria todas as leis do mercado. Mas acontece. E com cada vez mais frequência.

A reportagem do vídeo junto, que não dispensa a leitura deste post do Daniel Oliveira, conta-nos a história de mais um de uma longa série de negócios com os contornos acima descritos. O negócio em causa é a Educação universal e pública que PS, PSD e CDS vêm distribuindo pelas respectivas clientelas, partilhadas ou não. A “sorte” para a qual há pouco pedi que reparassem chama-se portugueses. É graças aos seus votos e à sua abstenção que, há mais de 30 anos, sobrevive aquele poder fazedor de “sortudos” que enriquecem à sombra do Estado, ou seja, à sombra da mesma “sorte” que insiste em não os abandonar, por mais reportagens que vejam, por mais textos que leiam, por mais que se repitam as histórias cabeludas. Se o povo é quem mais ordena, o nosso ordena que seja assim.

3 comentários:

FB share disse...





Era uma vez um negócio que ainda nem tinha instalações e já tinha clientes assegurados. Era uma vez um negócio que, apesar de oferecer um produto de pior qualidade do que o oferecido pela concorrência, conseguiu vendê-lo a um preço mais alto. Era uma vez um negócio que, longe de responder a uma procura que não encontrava uma oferta que a satisfizesse, contou com a gentil colaboração da própria concorrência para lhe ceder uma selecção dos melhores clientes, clientes que depois lhe faltaram para maximizar a rentabilização de investimentos passados e dos seus recursos humanos, assim tornados ociosos.


Reparem bem na sorte: conseguir um lugar ao sol num mercado onde a oferta já excede a procura , oferecendo um produto de pior qualidade e a um preço mais elevado do que a concorrência. Isto contraria todas as leis do mercado. Mas acontece. E com cada vez mais frequência.


A reportagem do vídeo junto, que não dispensa a leitura deste post do Daniel Oliveira, conta-nos a história de mais um de uma longa série de negócios com os contornos acima descritos. O negócio em causa é a Educação universal e pública que PS, PSD e CDS vêm distribuindo pelas respectivas clientelas, partilhadas ou não. A “sorte” para a qual há pouco pedi que reparassem chama-se portugueses. É graças aos seus votos e à sua abstenção que, há mais de 30 anos, sobrevive aquele poder fazedor de “sortudos” que enriquecem à sombra do Estado, ou seja, à sombra da mesma “sorte” que insiste em não os abandonar, por mais reportagens que vejam, por mais textos que leiam, por mais que se repitam as histórias cabeludas. Se o povo é quem mais ordena, o nosso ordena que seja assim.




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Era uma vez um negócio que ainda nem tinha instalações e já tinha clientes assegurados. Era uma vez um negócio que, apesar de oferecer um produto de pior qualidade do que o oferecido pela concorrência, conseguiu vendê-lo a um preço mais alto. Era uma vez um negócio que, longe de responder a uma procura que não encontrava uma oferta que a satisfizesse, contou com a gentil colaboração da própria concorrência para lhe ceder uma selecção dos melhores clientes, clientes que depois lhe faltaram para maximizar a rentabilização de investimentos passados e dos seus recursos humanos, assim tornados ociosos.


Reparem bem na sorte: conseguir um lugar ao sol num mercado onde a oferta já excede a procura , oferecendo um produto de pior qualidade e a um preço mais elevado do que a concorrência. Isto contraria todas as leis do mercado. Mas acontece. E com cada vez mais frequência.


A reportagem do vídeo junto, que não dispensa a leitura deste post do Daniel Oliveira, conta-nos a história de mais um de uma longa série de negócios com os contornos acima descritos. O negócio em causa é a Educação universal e pública que PS, PSD e CDS vêm distribuindo pelas respectivas clientelas, partilhadas ou não. A “sorte” para a qual há pouco pedi que reparassem chama-se portugueses. É graças aos seus votos e à sua abstenção que, há mais de 30 anos, sobrevive aquele poder fazedor de “sortudos” que enriquecem à sombra do Estado, ou seja, à sombra da mesma “sorte” que insiste em não os abandonar, por mais reportagens que vejam, por mais textos que leiam, por mais que se repitam as histórias cabeludas. Se o povo é quem mais ordena, o nosso ordena que seja assim.




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Anónimo disse...

Acredito que esta maneira de estar dos portugueses está profundamente enraizada na matriz genética e cultural. O português em geral olha para estas situações e para estes vigaristas engravatados mais com inveja de alguém a quem saiu a lotaria do que com revolta pela injustiça. A maioria dos portugueses faria o mesmo se tivesse a oportunidade. Quem rouba canetas e agrafos no local de trabalho roubaria fortunas se tivesse essa possibilidade. Daí que o português continue a votar nesta gente e a abster-se. Não creio que haja solução para que Portugal saia deste marasmo em que sempre viveu. Houve fases da nossa história em que beneficiámos de uma explosão de comércio, de dinheiros provenientes do ultramar ou de subsídios da UE, mas quando acaba a injecção de capital vindo do exterior Portugal volta àquilo que sempre foi e sempre será: um país pequeno de gente pequena.