sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

Eles estão a restaurar a confiança, estúpido


As insolvências voltaram a bater recordes este ano, tendo praticamente alcançado a fasquia das 19 mil, 52 por dia, com uma subida de 62% face a 2011, quando já se registavam 11.515. As insolvências sofreram um primeiro grande impulso há três anos. Então, ainda eram as empresas que mais contribuíam para o avolumar de casos nos tribunais. A partir de 2010, a tendência inverteu-se e os particulares assumiram as rédeas na escalada das falências em Portugal. Até que, no ano seguinte, passaram a representar mais de 50% dos processos, quando em 2008 pesavam apenas 22%. Entre as empresas, o sector do comércio e o da restauração estão entre os mais afectados pelas políticas de implosão salarial que tem sido a imagem de marca da austeridade seguida pelos últimos Governos.

Vagamente relacionado: A época de saldos que arranca nesta sexta-feira dinamizará sobretudo os sectores têxtil e de calçado, mas não recuperará o negócio, “nem sequer para o nível do ano passado”, e ficará marcada pelas liquidações para encerramento, antecipa a CCP. “Em muitos casos não será época de saldos, mas de liquidação de stocks. A nossa expectativa é que, face às perspectivas de negócio, vai haver bastantes unidades, quer no comércio quer nos serviços, que vão aproveitar o encerramento das contas do ano para encerrar a actividade”, afirmou o presidente da Confederação do Comércio de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, em declarações à agência Lusa.

Ainda mais vagamente: O défice público foi de 5,6% do PIB durante os primeiros nove meses do ano, aquém da meta de 5% renegociada com a troika. O INE explica que a evolução negativa da receita foi essencialmente afectada pela redução significativa dos impostos e das contribuições sociais. Os impostos sobre o rendimento e património caíram 5,6%, os impostos sobre a produção e a importação 4,9% e as contribuições sociais 6,8%. Em compensação, verificou-se uma redução da despesa corrente, com destaque para a queda de 13,3% das despesas com o pessoal. "Esta redução reflectiu sobretudo a supressão do subsídio de férias no final do primeiro semestre de 2012, e, em menor grau, a variação do emprego", diz o INE.


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As insolvências voltaram a bater recordes este ano, tendo praticamente alcançado a fasquia das 19 mil, 52 por dia, com uma subida de 62% face a 2011, quando já se registavam 11.515. As insolvências sofreram um primeiro grande impulso há três anos. Então, ainda eram as empresas que mais contribuíam para o avolumar de casos nos tribunais. A partir de 2010, a tendência inverteu-se e os particulares assumiram as rédeas na escalada das falências em Portugal. Até que, no ano seguinte, passaram a representar mais de 50% dos processos, quando em 2008 pesavam apenas 22%. Entre as empresas, o sector do comércio e o da restauração estão entre os mais afectados pelas políticas de implosão salarial que tem sido a imagem de marca da austeridade seguida pelos últimos Governos.