quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como em manteiga derretida

O Governo pretende reduzir para um equivalente a 12 dias por cada ano de trabalho as indemnizações por despedimento. Para a CGTP a proposta é “inaceitável”. A UGT considera-a “uma fraude”, embora seja em tudo idêntica a outras anteriores que assinou sem protestar. Também há-de assinar esta, com as lamentações do costume. Para fomentar os “isto não é comigo”, o Governo diz que os direitos adquiridos serão salvaguardados: ainda não conseguiram alterar a Constituição. E para alertar que todos os cortes de direitos laborais e sociais dizem respeito a todos sem excepções momentâneas, o chefe da missão do FMI descaiu-se e admitiu que um terço do “ajustamento” está por fazer. Isto não vai ficar por aqui. A luta pelo fim desta história interminável está TODA por fazer.
  • Vagamente relacionado: A Associação Empresarial de Penafiel contratou quatro desempregados para se vestirem de Pai Natal por 43 cêntimos à hora. Operários da construção civil, trabalham de segunda-feira a domingo e permanecem seis horas e meia por dia em casinhas natalícias espalhadas pelas ruas da cidade, distribuindo balões a quem passa, notícia o Jornal de Notícias. O jornal diz que além de balões também distribuem afeto, o que parece bastante improvável para quem se sujeita a trabalhar 30 dias para receber 83 euros, mais subsídios de transporte e alimentação. Os “pais natal” continuam a receber o subsídio de desemprego para o qual descontaram quando estavam a trabalhar. O Centro de emprego local fez o recrutamento.

1 comentário:

FB share disse...

O Governo pretende reduzir para um equivalente a 12 dias por cada ano de trabalho as indemnizações por despedimento. Para a CGTP a proposta é “inaceitável”. A UGT considera-a “uma fraude”, embora seja em tudo idêntica a outras anteriores que assinou sem protestar. Também há-de assinar esta, com as lamentações do costume. Para fomentar os “isto não é comigo”, o Governo diz que os direitos adquiridos serão salvaguardados: ainda não conseguiram alterar a Constituição. E para alertar que todos os cortes de direitos laborais e sociais dizem respeito a todos sem excepções momentâneas, o chefe da missão do FMI descaiu-se e admitiu que um terço do “ajustamento” está por fazer. Isto não vai ficar por aqui. A luta pelo fim desta história interminável está TODA por fazer.