sábado, 8 de dezembro de 2012

Brincar aos planetas


Sem a China, os Estados Unidos, o Canadá, a índia e o Brasil, cinco dos maiores poluidores do mundo, o prolongamento da vigência do protocolo de Quioto até 2020, hoje anunciado, apenas abrangerá uma minoria de países responsável por menos de um quinto das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Enquanto não houver penalizações aduaneiras, a existência de restrições ambientais serve como incentivo à deslocalização de indústrias para os países poluidores, tornando a liberdade de poluir um factor de competitividade e a sua restrição uma fábrica de desemprego. Ao assinarem Quioto, os responsáveis europeus limitam-se a parecer que estão a fazer alguma coisita pelo ambiente mundial e pelos cidadãos que supostamente representam, em vez de fazê-lo de facto. As multinacionais agradecem tanta liberdade enquanto os cidadãos europeus se entretêm a separar lixo e a falar em reciclagem, confortados pela firme convicção de estarem a salvar o mundo. Pura tolice.

1 comentário:

Anónimo disse...

Sem a China, os Estados Unidos, o Canadá, a índia e o Brasil, cinco dos maiores poluidores do mundo, o prolongamento da vigência do protocolo de Quioto até 2020, hoje anunciado, apenas abrangerá uma minoria de países responsável por menos de um quinto das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Enquanto não houver penalizações aduaneiras, a existência de restrições ambientais serve como incentivo à deslocalização de indústrias para os países poluidores, tornando a liberdade de poluir um factor de competitividade e a sua restrição uma fábrica de desemprego. Ao assinarem Quioto, os responsáveis europeus limitam-se a parecer que estão a fazer alguma coisita pelo ambiente mundial e pelos cidadãos que supostamente representam, em vez de fazê-lo de facto. As multinacionais agradecem tanta liberdade enquanto os cidadãos europeus se entretêm a separar lixo e a falar em reciclagem, confortados pela firme convicção de estarem a salvar o mundo. Pura tolice.